quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Trabalhadoras Rurais participam de Marcha das Mulheres Negras contra racismo, violência e pelo bem viver

 

FOTO: César Ramos

Força, orgulho, beleza e garra: a Marcha das Mulheres Negras reuniu hoje (18) em Brasília mais de 20 mil pessoas sob o lema “Contra o racismo, a violência e pelo bem viver”. Vindas de todos os estados brasileiros, mulheres negras, mulatas, caboclas e mestiças marcharam para mostrar ao mundo que são protagonistas da história de nosso País. “As mulheres negras carregaram o Brasil nas costas e na barriga”, proclamava um grupo de feministas da região sudeste.

As trabalhadoras rurais também participaram dessa grande celebração do poder da mulher negra. Quase 200 mulheres vieram dos estados de Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás e Minas Gerais. A secretária de Mulheres da CONTAG, Alessandra Lunas, reafirmou a importância da luta de todas as mulheres para garantir não apenas seu espaço na sociedade, mas também respeito e valorização. “As mulheres rurais, em sua maioria negras, estão unidas para lutar sempre por igualdade, justiça, autonomia e liberdade”, destacou a dirigente.


Neuza Menegueli - Foto: César Ramos

Aos 60 anos, Neuza da Silva Menegueli, ainda não conseguiu se aposentar, pois nunca teve carteira assinada. Ela também foi expulsa da terra que ocupava no município de Sooretama (ES). Atualmente, ela mora com a mãe e o marido no mesmo terreno que a filha dividiu com ela, na associação quilombola Córrego da Angélica, no município de Conceição da Barra (ES). Lá, Neuza ainda cultiva feijão, milho, abóbora e melancia, mas planeja se dedicar à pimenta do reino. Depois de 36 horas de viagem, ela acha muito importante estar presenta na marcha. “Precisamos ir atrás dos nossos direitos, lutar e mostrar a cara”, disse ela.


Raimunda do Nascimento - Foto: César Ramos

Para Raimunda Maria do Nascimento, as mais de 15 horas de viagem desde Barroso (MG) valeram a pena. “A sociedade precisa valorizar os negros e as mulheres. As mulheres negras são até hoje discriminadas e isso tem que mudar”, afirmou ela.


 
Parlamentares e representantes de diversas entidades políticas e sociais participaram da Marcha. Um dos destaques foi a presença da Secretária de Mulheres da Organização das Nações Unidas (ONU), Phumzile Mlambo-Ngcuka, que foi vice-presidente da África do Sul durante o mandato de Nelson Mandela. Além da secretária de Mulheres da CONTAG, Alessandra Lunas, também estavam presentes a Ministra de Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, a secretária especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, a vice-presidente da CUT, Carmen Foro, entre diversos outros importantes nomes da luta das mulheres, que falavam no carro de som tendo como acompanhamento palavras de ordem das mulheres: “A nossa luta é todo dia contra o racismo, o machismo e a homofobia!”


 
Saiba mais sobre a Marcha das Mulheres Negras

Idealizada em 2011, o objetivo da marcha é articular as mulheres negras brasileiras e reunir diversas organizações de mulheres negras, assim como outras organizações do Movimento Negro, sem dispensar o apoio de organizações de mulheres e de todo tipo de organização que apoiem a equidade sociorracial e de gênero. O protagonismo é de mulheres negras brasileiras.

- As mulheres negras (pretas + pardas) são cerca de 49 milhões espalhadas por todo o Brasil;

- O racismo, o machismo, a pobreza, com a desigualdade social e econômica, tem prejudicado vida dessas mulheres, rebaixando a auto-estima coletiva e nossa própria sobrevivência;

- O fortalecimento da identidade negra tem sido prejudicado ao longo dos séculos pela construção negativa da imagem da pessoa negra, especialmente da mulher negra, desde a estética (cabelo, corpo, etc.) até ao papel social desenvolvido pelas mulheres negras;

- As mulheres negras continuam recebendo os menores salários e são as que mais têm dificuldade para entrar no mundo do trabalho;

- A construção do papel social das mulheres negras é sempre pensada na perspectiva da dependência, da inferioridade e da subalternização, dificultando que possam assumir espaços de poder, de gerência e de decisão, quer seja no mercado de trabalho, quer seja no campo da representação política e social;

- As mulheres negras sustentam o grupo familiar desempenhando tarefas informais, que as levam a trabalhar em duplas e triplas jornadas de trabalho;

- As mulheres negras ainda não têm direitos humanos (direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais) plenamente respeitados.

O comitê impulsor da Marcha das Mulheres Negras 2015 é composto por:

Agentes de Pastoral Negros – APNs
Articulação Nacional de Mulheres Negras – AMNB
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas – FENATRAD
Fórum Nacional de Mulheres Negras
Movimento Negro Unificado – MNU
União de Negras e Negros pela Igualdade – UNEGRO

fonte do blog da contag

CISTERNAS DO P1MC E P1+2

OBJETIVO

A convivência com o Semiárido pressupõe a adoção da cultura do estoque. Estoque de água para diversos usos - consumo humano, produção de alimentos e para servir aos animais. Estoque de alimento para família e para a criação animal. E o estoque de sementes para os próximos plantios, entre outros.
O primeiro programa desenvolvido pela ASA, no início dos anos 2000, visa atender a uma necessidade básica da população que vive no campo: água de beber. Com esse intuito nasce o Programa Um Milhão de Cisternas, o P1MC. Melhorar a vida das famílias que vivem na Região Semiárida do Brasil, garantindo o acesso à água de qualidade é o principal objetivo do Programa.
Através do armazenamento da água da chuva em cisternas construídas com placas de cimento ao lado de cada casa, as famílias que vivem na zona rural dos municípios do Semiárido passam a ter água potável a alguns passos. Não se faz mais necessário o sacrifício do deslocamento de quilômetros para buscar água para fazer um café, cozinhar e beber.
Isso é o chamamos de descentralização e democratização da água. Em vez de grandes açudes, muitas vezes construídos em terras particulares, as cisternas estocam um volume de água para uso de cada família. A grande conquista destas famílias é que elas passam de dependentes a gestoras de sua própria água.
Assim, o P1MC possibilita inúmeros avanços não só para as famílias, mas para as comunidades rurais como um todo, como o aumento da frequência escolar, a diminuição da incidência de doenças em virtude do consumo de água contaminada e a diminuição da sobrecarga de trabalho das mulheres nas atividades domésticas.
O P1MC possibilita inúmeros avanços não só para as famílias, mas para as comunidades rurais como um todo, como o aumento da frequência escolar, a diminuição da incidência de doenças em virtude do consumo de água contaminada e a diminuição da sobrecarga de trabalho das mulheres
Com o P1MC, muitas comunidades rurais vêm passando por uma transformação mais profunda e estruturante. Com a passagem do programa na localidade, ficam os ensinamentos de que, reunidos e organizados, é mais garantido conquistar direitos violados. Assim, através do estímulo à organização comunitária, a conquista da cidadania vai se tornando realidade.
Desse jeito, o povo do Semiárido vai mudando sua história ao construir, com seu próprio suor, labor e alegria, uma nova história. Uma história escrita a partir do reconhecimento de sua capacidade de luta e defesa de seus direitos, sejam eles o acesso à água, a uma educação contextualizada e de qualidade, ao crédito, à preservação das sementes crioulas, ao direito de se comunicar, entre tantos outros.

CONTEXTO

A experiência do P1MC aponta um caminho novo para a construção das políticas públicas, pois demonstra uma ação que nasce da sistematização de experiências locais e da mobilização da sociedade civil para propor uma política pública efetiva e abrangente para o Semiárido, que garante o direito das populações rurais de ter água de qualidade para o consumo.
Em mais de uma década, o acesso à água de beber no Semiárido virou uma política de governo e passou a ter recursos previstos no Orçamento Geral da União. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) reconhece e legitima as cisternas do P1MC como elemento de segurança hídrica e alimentar.


Água é direito!
A água potável é um direito de todos os cidadãos e cidadãs. Ela é fundamental para a segurança alimentar e nutricional e condição prévia para a realização de outros direitos humanos. No Semiárido, muitas famílias ainda sofrem por não terem acesso a esse bem. Apesar de ser uma região onde chove menos do que a água que evapora, a falta desse recurso não se deve ao clima do lugar, nem à incapacidade do seu povo. Mas deve-se a uma questão social: a concentração injusta desse bem nas mãos de uma minoria, que dela faz sua propriedade, privando a quase totalidade da população de utilizá-la até para saciar suas necessidades básicas.
As medidas emergenciais de combate à seca adotadas ao longo dos anos, como os grandes açudes e poços, são ineficazes e objetos de manipulação política e eleitoral das comunidades. Eles promovem a concentração e não a democratização da água.  A concentração da água está, indissociavelmente, ligada à concentração da terra. Os latifúndios, os grandes projetos do agronegócio, as grandes e tradicionais fazendas de gado são estruturados numa injusta distribuição de terras e de água.

METODOLOGIA

Os princípios metodológicos que orientam a ação do P1MC garantem a mobilização e a formação das famílias e comunidades rurais como eixo fundamental da ação do programa.  Incluir a participação das famílias em cada etapa do processo contribui para a construção do entendimento de que a água é um direito e a cisterna é uma conquista da família.
Além disso, as famílias vivenciam um modo completamente novo de acessar políticas e serviços públicos em suas comunidades. Ao invés de ações que chegam prontas e para as quais não são sequer consultadas, o desenvolvimento do P1MC nas comunidades envolve, mobiliza e convoca as famílias a ser parte de todo o processo.
A participação social e comunitária está prevista em todas as etapas de execução do programa. O processo de mobilização tem início com a articulação da comissão municipal, instâncias legítimas de controle social dos programas da ASA, responsáveis pelo processo de seleção das famílias, organização dos eventos e acompanhamento das construções com as equipes técnicas das organizações executoras da ação. Esta comissão é formada, no mínimo, por três organizações sociais com atuação no município.

ATIVIDADES

Cadastramento e Seleção de Famílias
Esta etapa envolve comunidades, famílias e organizações da sociedade civil em um processo de mobilização social, que orienta toda a prática pedagógica do P1MC.
As comunidades e famílias são selecionadas a partir dos critérios pré-definidos na estrutura do programa e que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
Depois de selecionadas as famílias participam do Curso de Gerenciamento de Recursos Hídricos (GRH) que aborda questões como relacionadas ao Semiárido e ao cuidado com a cisterna e a água.

Capacitações
As capacitações do P1MC são momentos direcionados à formação dos diversos atores que participam do Programa: famílias, comissões municipais e pedreiros e pedreiras. Com metodologia participativa e reflexiva, os processos formativos pretendem ampliar as reflexões das famílias rurais e dos grupos a respeito do direito à água e das possibilidades de convivência com o Semiárido.
As reflexões nas capacitações partem dos conhecimentos e práticas do grupo, agregando novos conhecimentos, na perspectiva da construção coletiva.

Cursos de GRH
As capacitações em Gestão de Recursos Hídricos são dirigidas às famílias que receberão as cisternas de água de beber. Em cada curso, serão discutidos os seguintes temas:
Gerenciamento dos recursos hídricos – aborda a importância da captação do manejo da água de chuva para a melhoria das condições de vida das famílias e situa a água como um direito básico e a cisterna como uma conquista;
Cidadania - faz uma reflexão sobre as relações políticas entre a Sociedade Civil e o Estado, com ênfase nos modelos de desenvolvimento implantados na região semiárida ao longo da história;
Convivência com o Semiárido – promove reflexões sobre as características naturais da região e as possibilidades que influenciam nas práticas de convivência sustentável.

Capacitação das Comissões Municipais
Com estas capacitações, espera-se o aumento do nível de participação das comissões e a interação das mesmas com as comissões comunitárias e as famílias, possibilitando a ampliação das capacidades política e operacional desta instância de controle social dos programas da ASA. Estes momentos são importantes também para mobilizar outras organizações que ainda não têm participado do processo e para fortalecer o trabalho das comissões.

Capacitação de pedreiros em construção de cisternas domiciliares
A intenção destes cursos não é só formar pedreiros e pedreiras aptos/as a construir cisternas de forma prática e segura. Estes momentos formativos visam também discutir os conteúdos centrais da proposta de convivência com o Semiárido e da importância da cisterna como elemento mobilizador das famílias rurais.
Estas capacitações são destinadas a agricultores/as familiares com interesse em desenvolver uma nova atividade para complemento de renda.

Construção de cisternas de placas de 16 mil litros
Após as capacitações, o passo seguinte é a implementação da cisterna de placa de cimento de 16 mil litros. Uma construção de baixo custo, feita de placas de cimento pré-moldadas e construídas ao lado das casas por pessoas da própria comunidade capacitadas nos cursos de pedreiros/as oferecidos pelo P1MC. A cisterna tem o formato cilíndrico, é coberta e fica semienterrada. O seu funcionamento prevê a captação de água da chuva aproveitando o telhado da casa, que escoa a água através de calhas. Trata-se de uma tecnologia simples, adaptada à região semiárida e de fácil replicação.
Faz parte da estratégia de mobilização das famílias que elas apresentem uma contrapartida para a construção. Isto possibilita uma contribuição delas com as ações do Programa e fortalece a organização comunitária, uma vez que uma experiência bastante comum são os mutirões que envolve várias famílias na construção de cada cisterna.


A tecnologia
Cada cisterna tem capacidade para armazenar 16 mil litros de água, volume suficiente para abastecer uma família de até seis pessoas, no período de estiagem que pode chegar a oito meses. O seu funcionamento prevê a captação de água da chuva que cai no telhado da casa e escoa para a cisterna através das calhas.
Em todas as cisternas são instaladas bombas manuais para retirada da água, placas de identificação, calhas, tampas, coadores, telas de proteção e cadeados. E todas as tecnologias são georreferenciadas, ou seja, são coletadas as coordenadas geográficas de longitude e latitude que permitem a localização da mesma.

O Semiárido não pode pagar pela crise!


NAIDISON QUINTELLA
COORDENADOR EXECUTIVO DA ASA

20 mil agricultores e agricultoras, indígenas, quilombolas e militantes de movimentos sociais de 10 estados reivindicam continuidade das políticas públicas de convivência com o Semiárido.
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Por Monyse Ravenna - Asacom

Naidison Quintella, coordenador executivo da ASA.
“Nós viemos aqui para dizer ao País e ao governo que o Semiárido existe e que nós temos direitos. Criamos a política de convivência com o Semiárido e mudamos a cara da região. Estamos aqui porque não aceitamos que se corte conquistas sociais. Que se corte dos bancos, do agronegócio, dos ricos, mas não tire do Semiárido”, destacou Naidison Quintella, coordenador executivo da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) pelo estado da Bahia, no ato público “Semiárido Vivo – Nenhum direito a menos! ”, realizado ontem, dia 17, nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). A manifestação foi organizada por um conjunto de movimentos e organizações sociais entre eles a ASA, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Levante Popular da Juventude (LPJ) e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).



Uma das principais reivindicações dos cerca de 20 mil agricultores e agricultoras, indígenas, quilombolas e militantes de movimentos sociais de 10 estados presentes era a garantia da continuidade e ampliação das políticas públicas de convivência com o Semiárido conquistadas nos últimos 12 anos e que agora estão ameaçadas por conta das crises econômica e política. Na pauta estava a retomada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que sofreu cortes de 65% do orçamento previsto para 2015, e também da Água para todos, onde também houve uma severa diminuição na alocação dos recursos.

O número de tecnologias de captação de água de chuva implementadas em 2015 é o menor 12 anos. A paralisação dessas políticas ameaçam os direitos dos povos do Semiárido, entre eles o direito à segurança alimentar. Em alguns lugares da região  semiárida, 2015 já é o quinto ano de seca, a diminuição do ritmo de implantação das políticas de convivência com o Semiárido imposto pelo ajuste fiscal pode ter um grande impacto nessa realidade.

“Conquistamos essas políticas e esses direitos depois de muita luta e não vamos abrir mão deles. Os agricultores e as agricultoras não vão pagar pela crise. Nós não construímos essa crise e não vamos pagar por ela”, afirma Yure Paiva, coordenador executivo da ASA pelo estado do Rio grande do Norte.  Além da retomada e intensificação das ações de convivência com o Semiárido, a mobilização também exigiu a imediata revitalização do Rio São Francisco, o assentamento imediato de todas as famílias acampadas na região, a suspensão da PEC 215 – que transfere do executivo para o Legislativo a demarcação de terras indígenas -, cortes nos programas sociais como Bolsa Família e Bolsa Estiagem. Essas pautas já haviam sido apresentadas a sociedade no documento Semiárido Vivo, lançado na última Conferência Nacional de Segurança Alimentar que aconteceu 3 a 6 de novembro em Brasília.

“Queremos frisar a importância de as organizações estarem unidas nesse momento, essa é sem dúvida, uma grande marcha que apresenta pautas concretas para o governo. É preciso estarmos na rua para manter os direitos já conquistados”, afirmou Doriel Barros, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais de Pernambuco (Fetape), também presente no ato.  Jaime Amorim, do MST, destacou a unidade entre as organizações e movimentos do campo nesse momento, “Não é fácil fazer o que estamos fazendo aqui, mobilizar tanta gente em projeto só. Nossas bandeiras estão unificadas e estamos aqui dizendo ao governo que os trabalhadores tem um projeto para o Semiárido. Que não vamos admitir os cortes na aposentadoria rural, no Bolsa Família e o fechamento das escolas do campo”. Quem também reforça esses aspectos é Elisangela Araújo da coordenação da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), “Para nós da Fetraf esse momento é fundamental. Todas as políticas que conquistamos foi na luta e agora estamos nas ruas pra defender as conquistas”, pontuou.

Maria Braga é agricultora ribeirinha e veio do município de Paulo Afonso na Bahia e conta que veio defender o que já conquistou como as cisternas e o Bolsa Família, mas também para defender o Rio São Francisco, “vemos todo dia o Rio sangrar por conta da irrigação, isso não pode continuar”, afirma. Segundo a Agência Nacional das Águas 76% das águas do São Francisco são usadas para irrigação. Naidison Quintella pontua, afirma também se referindo ao São Francisco, “O Rio está morrendo porque seus afluentes estão morrendo. A convivência com o Semiárido não pode existir com o São Francisco morrendo”.

Solidariedade a Minas Gerais – Os participantes do ato público demonstraram inúmeros gestos de solidariedade ao povo mineiro atingido pelo rompimento das barragens de Santarém e Fundão, no município de Mariana, em Minas Gerais. O acidente, ocorrido no dia 5 de novembro, já comprometeu o abastecimento de água em 17 municípios, atingindo cerca de 800 mil pessoas, em decorrência da ação da mineradora Samarco controlada pelas multinacionais Vale e BHP Biliton. Acidentes e impactos da mineração acontecem de forma recorrente e quase não há responsabilização. “A tragédia de Minas é uma situação causada pelas mineradoras. Nós reivindicamos juntos que essas empresas sejam punidas”, disse Naidison Quintella, no ato público.

A mineração também está avançando sobre o Semiárido, o que traz o temor que desastres como esse aconteçam na região, além dos impactos cotidianos aos povos, comunidades e territórios onde estão localizadas. Entre esses impactos estão a remoção forçada de famílias, contaminação de rios e solo, desmatamento de áreas da Caatinga e os constantes acidentes de trabalho.

“O impacto do que aconteceu em Mariana não tem precedentes, ainda não se consegue calcular a extensão da tragédia para o meio ambiente e para a vida das pessoas. O desastre reflete um modelo de desenvolvimento onde o que importa é o lucro das empresas. Esse já é considerado o maior desastre ambiental do País e pouca coisa está sendo feita pelo governo. O povo está se mobilizando, mas a Samarco ainda não foi responsabilizada”, finaliza Valquíria Lima, coordenadora executiva da ASA pelo estado de Minas Gerais.
fonte do blog da ASA BRASIL

MDA participa de entrega de certificados do PRONATEC e anuncia 1320 novas vagas







Na última quarta-feira (11), o Delegado Federal do Desenvolvimento Agrário, Caramurú Paiva, participou da solenidade na UFERSA de Angicos aonde foram entregues certificados e anunciadas às novas turmas do PRONATEC executadas pela Escola Agrícola de Jundiaí em parceria com os sindicatos e as prefeituras de Lajes, Angicos e Fernando Pedrosa. “O PRONATEC oferece o conhecimento profissional e o resgate da autoestima”, falou o professor João Inácio, coordenador dos cursos pela Escola Agrícola de Jundiaí – EAJ.

Na oportunidade, o Delegado Caramurú Paiva anunciou que serão iniciadas 66 turmas num total de 1.320 vagas em todo o Estado do Rio Grande do Norte cuja demanda dos sindicatos e prefeituras serão atendidas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário através das parcerias com os ofertantes EAJ, SENAR e o IFRN. “A formação técnica ofertada pelo MDA através do PRONATEC tem como público prioritário o jovem rural para assegurar as condições para a incorporação de jovens no trabalho com renda, sobretudo, pelos conhecimentos que aperfeiçoam as atividades agrícolas”, disse Caramurú Paiva.

O PRONATEC

CONVITE PARA CONFERENCIA DE ATER DO TERRITORIO SERTAO CENTRAL

sábado, 14 de novembro de 2015

VACINE SEU REBANHO


IGREJA DO RIACHO DO PRATO CELEBRA 2º MISSA NA COMUNIDADE, E COM A PARTICIPAÇÃO DO TERÇO DOS HOMENS

PADRE SEVERINO CELEBROU 2º MISSA, NA IGREJA DA COMUNIDADE RIACHO DO PRATO nesta sexta feira, com a participação da população da comunidade, dos representantes da agricultura - Secretaria de Agricultura e STTR de angicos, e tambem com a presença do TERÇO DOS HOMENS.
Durante o evento Padre Severino falou da luta para finalizar a IGREJA SANTO ANTONIO NO RIACHO DO PRATO, mais que contou com a ajuda de todos da comunidade e tambem parceiros e amigos. 
Ao final foi passado um vídeo com as fotos da construção e da missa de inauguração da igreja para os presentes na missa de ontem, e também ouve o LEILÃO E UM SORTEIO DE UM GARROTE, para arrecadar dinheiro para finalizar algumas contas que ficou faltando pagar da construção da igreja.

TERÇO DOS HOMENS
TEGINALDO E JOAQUIM

FILHA DE JAILMA ARAUJO REZA NA MISSA

PADRE SEVERINO CELEBRA SEGUNDA MISSA NA COMUNIDADE

POPULAÇÃO PRESENTE

SECRETARIA DE AGRICULTURA PRESENTE NA MISSA
JAILMA ARAUJO

PADRE SEVERINO
FALANDO QUE ESTA MUITO FELIZ POR A CONSTRUÇÃO DESTA 
IGREJA DE SANTO ANTONIO - PADROEIRO DA COMUNIDADE

POPULAÇÃO PRESENTE

MISSA

APRESENTAÇÃO DO VIDEO PARA A POPULAÇÃO 
DURANTE A CONSTRUÇÃO DA IGREJA ATE A MISSA DE INAUGURAÇÃO DA 
IGREJA DE SANTO ANTONIO NO RIACHO DO PRATO

LEILÃO

PADRE SEVERINO - CHAMA AS BOLAS DO SORTEIO DO BINGO
DE UM GARROTE

BINGO NO RIACHO DO PRATO
JOAQUIM E BRUNO
  
POPULAÇÃO PRESENTE

ARI DO CAMINHÃO TIRANDO UM FOTO COM 
O GANHADOR DO SORTEIO DO GARROTE - BODINHO.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Câmara Municipal de Angicos realiza treinamento sobre o CAR em parceria com o IDEMA




Na manhã desta quinta-feira (05/10), a Câmara Municipal de Angicos, realiza através do IDEMA, um Treinamento sobre o CAR, com Colaboradores desta Casa Legislativa e do Sindicato Rural.

"O Cadastro Ambiental Rural - CAR é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das Áreas de Preservação Permanente - APP, das áreas de Reserva Legal - RL, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Uso Restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do país".

Esse treinamento faz parte de uma parceria entre a Câmara Municipal de Angicos e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente - IDEMA. O objetivo, é poder atender gratuitamente os donos de Imóveis Rurais de nosso Município, no que diz respeito ao CAR.

IMPRESSIONANTE!! Vaca chora ao pressentir que seria abatida, mas é surpreendida com um final feliz



Muitos não acreditam, outros preferem ignorar, mas os animais possuem consciência e emoções e isso até foi comprovado por pesquisadores da renomada universidade de Cambridge.

Pois a vaquinha Emma foi criada para se tornar alimento. No dia em que ela foi colocada em um trailer seu olhar era tão evidente que fica impossível não perceber que seu sentimento se resumia a uma única palavra: medo.

Com os olhos arregalados e marejados, ela parecia pressentir que seu fim estava bem próximo, mas o que ela não sabia era que a tão sonhada liberdade estava em seu destino.

Criada em uma fazenda de abate de animais que foi à falência, Emma fazia parte de um rebanho que continha as últimas 25 vacas do local. Infelizmente os outros 24 animais foram mortos antes que os voluntários de uma ONG pudessem resgatá-los.

Emma foi levada a um santuário cujo objetivo é permitir que os animais continuem suas vidas em seu ambiente familiar, sob melhores condições de bem-estar, até morrerem de forma natural já velhinhos.

As imagens mostram o momento em que Emma é colocada em liberdade e como ela parece feliz ao encontrar outros animais e por andar livre pelo pasto.


fonte do blog de fernando a verdade

Ministra assegurou a Garibaldi repasse de R$ 2 milhões para Programa do Leite no RN

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A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, informou que o governo federal deverá desembolsar, até o final da próxima semana, R$ 2 milhões para o pagamento de duas parcelas do Programa de Aquisição de Alimentos – modalidade leite (PAA-Leite). Os senadores Garibaldi Filho e Fátima Bezerra acompanharam representantes do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados
(SINDLEITE/RN), em audiência nesta quarta-feira (11), no MDS.
Em nome dos produtores de laticínios, a comitiva potiguar expos à ministra a precária situação que atinge o setor. Além das dificuldades provocadas pela estiagem que já dura quatro anos, eles estão sofrendo com o atraso do repasse federal. O dinheiro não chega desde junho. Tereza Campello justificou que somente na semana passada, no dia 5 de novembro, a Emater-RN finalizou a entrega dos documentos necessários para o Ministério liberar a parcela de R$ 2 milhões, que já estava reservada e assegurada pelo Ministério para o RN.
“Essas ações são importantes para a segurança alimentar no Estado e para a promoção da cadeia produtiva do leite e da agricultura familiar”, observou a senadora Fátima Bezerra, durante a audiência com a ministra Tereza Campello. Por sua vez, o senador Garibaldi Filho alertou que a pecuária leiteira é a principal fonte de renda para os criadores instalados nas regiões onde a agricultura se torna inviável nos anos de estiagem
fonte do blog de fernando a verdade

Nelter comemora aprovação de Projeto de Lei que anistia dívida de agricultores


nelter_agua
Na manhã desta quinta-feira (12), o deputado Nelter Queiroz (PMDB) comemorou a aprovação, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei n° 356/15 que anistia agricultores do semiárido com dívidas de até R$ 15 mil.
O texto aprovado conforme o substitutivo dado pelo Relator da matéria na Comissão, Deputado Federal Beto Faro (PT-PA), contempla cerca de 80% dos contratos dos agricultores participantes do Programa Nacional de Apoio a Agricultura Familiar (PRONAF), adquiridos em 2013 e 2014.
“Desde o ano de 2012 coloco meu mandato à disposição dos pequenos e médios agricultores castigados pela seca. Essa medida corrigirá uma grande injustiça que está sendo cometida com os agricultores do nosso RN e do nordeste brasileiro, pois estão sendo penalizados por não conseguirem quitar seus empréstimos, diante de uma estiagem sem precedentes”, frisou Nelter.
fonte do blog de robson pires

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

ABERTURA OFICIAL DAS NOVAS AULAS DO PRONATEC E ENTREGA DOS CERTIFICADOS DOS CURSOS DO ANO DE 2014

Nesta quarta feira, foi realizado na UFERSA ANGICOS, a ABERTURA OFICIAL DOS CURSOS DO PRONATEC DE ANGICOS, LAJES, E FERNANDO PEDROZA, PELA ESCOLA AGRICOLA DE JUNDIAI e a ENTREGA DOS CERTIFICADOS DOS CURSOS ANTERIORES.

O evento foi conduzido pela cerimonialista KARLA, que contou com o apoio da prefeitura e secretarias de angicos e STTR de Angicos, e dos STTRs e das prefeituras dos municípios Lajes e Fernando Pedroza, para a realização deste grande evento do PRONATEC.

Varias representações estiveram presentes no evento dentre eles: PREFEITO DE ANGICOS – JUNIOR BATISTA, MDA – DELEGADO CARAMURU, Banco do Nordeste – SIDNEY, UFERSA, IGREJA CATOLICA – PADRE SEVERINO NETO, IGREJA EVANGELICA – PASTOR JOÃO MARIA, STTR – IVANALDO ROGERIO, E EAJ/UFRN – JOÃO E TAMBEM CARLINEIDE que é a supervisora juntamente com sua equipe composta por JOÃO REINALDO E GIVALDA DA ESCOLA AGRICOLA DE JUNDIAI.
Esta luta desses programas principalmente do PRONATEC CAMPO, é uma luta dos movimentos sócias, sindicatos rurais, os territórios e do MDA, e é preciso que nós estejamos juntos para que venha mais cursos para as famílias do campo, pois estamos passando por uma das maiores crise e estiagem, e diante da escassez, temos alguns programas importantes como esse para a população rural.


coral apresentado e cantando o HINO DO BRASIL E DE ANGICOS

ALUNOS PRESENTES NO EVENTO

PUBLICO PRESENTE


PUBLICO PRESENTE

MESA COMPOSTA POR AUTORIDADES
CARLINEIDE FALA SOBRE A IMPORTANCIA DO PRONATEC PARA
AS FAMILIAS DOS TRES MUNICPIOS E PARA OS ALUNOS

REPRESENTANTE DA EAJ/UFRN - JOÃO
FALA DO PRONATEC PARA AS FAMILIAS

DELEGADO DO MDA - CARAMURU
FALA DOS ATORES DESTA CONQUISTA E DAS LUTAS
EM PROL DESTAS FAMILIAS

PREFEITO - JUNIOR BATISTA
FALA DA LUTA DO PRONATEC CAMPO
E  QUE OS SINDICATOS RURAIS SÃO FUNDAMENTAIS NESTA CONQUISTA

ENTREGA DE CESTA DO PRONATEC AS AUTORIDADES ENVOLVIDAS 
DIRETAMENTE COM O PRONATEC

APRESENTAÇÃO CULTURAL DA ESCOLA DO FRANCISCO VERAS DE ANGICOS

ALUNAS E AGRICULTORAS DA COMUNIDADE RIACHO DO PRATO

JOVENS E MULHERES QUE VÃO COMEÇAR NO PRONATEC 2015

PREFEITO DE ANGICOS ENTREGA CERTIFICADO DO PRONATEC 
A ALUNOS

REPRESENTANTE DA EAJ/UFRN - JOÃO 
ENTREGA A ALUNOS OS CERTIFICADOS

ENTREGA DOS CERTIFICADOS

PASTOR JOÃO MARIA DA IGREJA EVANGELICA
ENTREGA CERTIFICADO A ALUNOS DO PRONATEC

CARLINEIDE ALMEIDA - ENTREGA CERTIFICADO AOS ALUNOS DO PRONATEC

GERENTE DO BANCO DO NORDESTE - SIDNEY
entrega certificados do pronatec

PROFESSOR JAILSON CARAU - ENTREGA CERTIFICADOS

PRESIDENTE DO STTR DE FERNANDO PEDROZA E ALUNO DO PRONATEC CAMPO
 - KLEVERLAN FELIX, RECEBE CERTIFICADO DO PREFEITO DE ANGICOS E PROFESSOR DO CURSO DO PRONATEC

UFERSA E PREFEITO DE ANGICOS

BANCO DO NORDESTE - SIDNEY 
REPRESENTANTE DA EAJ/UFRN - JOÃO

PREFEITO DE ANGICOS -JUNIOR BATISTA ENTREGA CERTIFICADO
A PROFESSORA DOS CURSOS DO PRONATEC 

DELEGADO DO MDA - CARAMURU ENTREGA CERTIFICADO
A PROFESSORA DO CURSO DO PRONATEC 

ENTREGA DO CERTIFICADO


REPRESENTANTE DA UFERSA ANGICOS
ENTREGA CERTIFICADO A PROFESSOR RICHELIEL 
DO CURSO DO PRONATEC EM ANGICOS


PADRE DE ANGICOS - SEVERINO NETO
ENTREGA CERTIFICADO A PROFESSORA DO PRONATEC

ENTREGA DOS CERTIFICADOS


ENTREGA DOS CERTIFICADOS

PROFESSORES DA EAJ - JUNTAMENTE COM SUA SUPERVISORA
CARLINEIDE ALMEIDA

EAJ/UFRN

PRONATEC

PADRE SEVERINO - FALA DA IMPORTANCIA DO NOSSO SENHOR 
JESUS, COM SUAS CONQUISTA E UMA DELAS FOI O PRONATEC 

AUTORIDADES PRESENTE NO EVENTO


NO FINAL DO EVENTO PADRE SEVERINO E PASTOR JOAO MARIA
ORAM E REZAM

ORANDO E REZANDO

PADRE SEVERINO

PUBLICO PRESENTE

FOTOS FINAIS DO EVENTO

FOTOS FINAIS DO EVENTO

ALUNO DO PRONATEC DE ANGICOS
CARLOS ALEXANDRE DO ASSENTAMENTO SANTAREM 
- SATISFEITO EM RECEBER SEU CERTIFICADO
E GRATO PELO APOIO DE TODOS POR ESTA CONQUISTA