terça-feira, 22 de outubro de 2013

GABARITO OFICIAL DO PROVA DE EDUCAÇÃO NO CAMPO - UFERSA

VEJAM O GABARITO DA PROVA DE EDUCAÇÃO NO CAMPO.

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO PROCESSO SELETIVO 2013.2

GABARITO DA PARTE OBJETIVA DAS PROVAS

LÍNGUA PORTUGUESA

QUESTÕES RESPOSTAS
01 B
02 C
03 D
04 A
05 A
06 E
07 D
08 C
09 A
10 C


MATEMÁTICA

 QUESTÃO RESPOSTA
01 B
02 C
03 E
04 B
05 A
06 C
07 D
08 E
09 A
10 D
Mossoró (RN), 21 de outubro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Declaração das Mulheres Rurais na 2ª CNDRSS


As mulheres participantes da 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (2ª CNDRSS), em representação a todas as mulheres rurais do Brasil, escreveram uma Declaração em um ato pelo Dia Mundial da Alimentação (16/10).

Na Declaração, as mulheres enfatizam seu importante papel na agricultura familiar e produção de alimentos e reivindicam suas demandas para a qualidade de vida das mulheres rurais e a continuação do trabalho pela soberania e segurança alimentar.

Acesse a Declaração na íntegra clicando aqui.

Pecuaristas do RN trocam a criação de gado por caprinos e ovinos

PECUÁRIA RIOGRANDENSE


Exposição de animais segue até o dia 20 no Parque Aristófanes Fernandes (Foto: Klênyo Galvão/G1) 
Exposição de animais aconteceu até o dia 20 no Parque Aristófanes Fernandes
 
A falta de chuvas no interior do estado vem mudando o perfil dos pecuaristas potiguares nos últimos dois anos. Castigados pela seca, muitos deles resolveram investir menos no rebanho bovino e apostar nos caprinos e ovinos, por serem animais de pequeno porte e mais resistentes a estiagem. 

No Rio Grande do Norte, já são quase 700 mil cabeças de ovinos e caprinos. Na Festa do Boi 2013, 3 mil – dos 6 mil animais presentes – eram ovinos e caprinos. O evento aconteceu no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, até domingo (20).

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Caprino Boer, Marcelo Abdon, conta que "mais da metade do rebanho bovino do Rio Grande do Norte morreu de 2011 pra cá. Principalmente este ano, que a seca foi mais forte.
Do G1 RN 
fonte do blog de jatão vaqueiro

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica é lançado pela presidenta Dilma


Na manhã desta quinta-feira, dia 17, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), muito aguardado pelo MSTTR, em especial pelas mulheres 
trabalhadoras rurais, que tem a agroecologia como uma das bandeiras de luta.  Este é o primeiro plano do governo que trata dessa temática, e faz parte da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, batizada de Brasil Agroecológico.  A solenidade de lançamento aconteceu durante a 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que se encerra hoje. 

O PLANAPO é uma demanda da última Marcha das Margaridas, em 2011. Na época, a presidenta Dilma, em resposta à pauta de reivindicações da Marcha, se comprometeu a elaborar um plano nacional para a agroecologia, com o apoio de segmentos sociais e organizações de mulheres. Quase dois anos após a declaração da presidenta, o PLANAPO é finalmente lançado.

A missão do Brasil Agroecológico é articular políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos e com base agroecológica. O investimento inicial deste projeto será de mais de 8 bilhões de reais, que, divididos em três anos, serão disponibilizados via crédito agrícola pelo Pronaf e pelo Plano Agrícola e Pecuário e para outras ações específicas voltadas para assistência técnica, inovações tecnológicas e ampliação do acesso a mercados de programas como o PAA e o PNAE.

Ao todo, dez ministérios estão envolvidos com o Plano, coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Participaram de seu planejamento dois grupos formados especificamente para debate do tema: a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO), e a Comissão Nacional Agroecologia e Produção Orgânica, composta por representantes do governo e da sociedade civil

Marcha das Margaridas
“Esta é mais uma conquista da Marcha das Margaridas que vai para as ruas!”, comemora Alessandra Lunas, secretária de Mulheres da CONTAG. “Para nós foi muito significativo este Plano ser lançado na semana em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher Rural e o Dia Mundial da Alimentação, pois incentiva a produção de alimentos saudáveis pelas trabalhadoras rurais, que querem colaborar com a alimentação saudável das pessoas”, declara.

Alessandra destaca ainda que, em seu pronunciamento no lançamento, a presidenta lembrou da Marcha das Margaridas muitas vezes, e valorizou as demandas colocadas por essa ação. “Essa resposta a nossa pauta mostra para todas as mulheres rurais a importância de pautarmos as nossas necessidades e objetivos, e os levarmos para negociação junto ao governo. Esta conquista é mais um incentivo para continuarmos na luta”, diz a secretária.


Companheira Verônica representando as Margaridas

Companheira Verônica representando as Margaridas

PLANAPO na prática
O Plano está estruturado em quatro eixos estratégicos: produção; uso e conservação de recursos naturais; conhecimento e comercialização; e consumo. Partindo destes eixos, foram estabelecidas 125 iniciativas.
Para conhecer todas as diretrizes do PLANAPO, clique
 aqui e acesse seu Decreto na íntegra.

 
FONTE: Imprensa CONTAG - Gabriella Avila (com informações do MDA)

Agricultoras potiguares são beneficiadas pelo Programa de Regularização Fundiária

Maior segurança e melhoria na qualidade de vida. Esses foram os pontos destacados pelos agricultores familiares do município de Bodó (RN), contemplados nesta sexta-feira (18) com a titulação de suas propriedades. Boa parte dos cem títulos entregues, cerca de 30%, foi para mulheres. São trabalhadoras rurais, historicamente mais vulneráveis, que com a legalização de suas terras asseguram sua permanência no campo. Mais que a posse da terra, essa é uma grande conquista para estes agricultores. Agora, além da segurança jurídica eles passam a estar aptos para acessar as políticas públicas de custeio e sociais, participando efetivamente do processo de desenvolvimento sustentável tão almejado pelo Governo Federal.

Os títulos entregues fazem parte de um convênio firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) - por meio do Programa de Cadastro de Terras e Regularização Fundiária - e a Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária do RN (Seara), que executa o programa no estado. Já foram cadastrados e georreferenciados 4,8 mil imóveis e entregues 3,9 mil títulos de propriedade no território do Seridó, sendo três mil destes no atual governo.
"Com mais essa titulação, estamos - MDA e Seara - concluindo uma ação que viabilizou a regularização de seis municípios da Serra de Santana, abrindo uma nova perspectiva de desenvolvimento para toda região. A perspectiva é que até 2015, com o final dos convênios que ainda temos com o estado, tenham sido atendidos 22 municípios potiguares, 12 mil imóveis tenham sido cadastrados e sete mil títulos entregues", disse o secretário de Reordenamento Agrário do MDA, Adhemar Almeida.
Martins Inácio dos Santos atentou que está na terra há mais de 30 anos, sem nenhuma segurança. “Trabalhávamos na terra com a esperança de um dia ter nosso sonho realizado... E esse dia chegou”, comemorou Santos.
“Fiquei muito emocionada. Parece besteira, mas pra nós é o começo de uma nova história”, comentou entusiasmada a agricultora Francisca Maria dos Santos.
O evento de titulação foi realizado no Ginásio Poliesportivo do município de Bodó (RN) e contou com a presença da governadora Rosalba Ciarlini; do secretário Nacional de Reordenamento Agrário, Adhemar Almeida; do secretário da Seara, Rodrigo Fernandes; do delegado Federal do MDA, Raimundo Costa; além de demais convidados.
Programa Cadastro de Terras e Regularização Fundiária
O programa de Cadastro viabiliza aos agricultores familiares a permanência na terra, por meio da segurança jurídica da posse do imóvel. É executado, prioritariamente, em áreas onde há ocorrência de posses passíveis de titulação e concentração de pequenas propriedades. Permite também o conhecimento da situação fundiária brasileira, tornando-se um instrumento para o planejamento e a proposição de políticas públicas locais, como o crédito rural e a assistência técnica. A ação é  desenvolvida pela Secretaria de Reordenamento Agrário /MDA em parceria com os Órgãos Estaduais de Terra.
A iniciativa apoia os governos estaduais no fortalecimento institucional dos órgãos de terra, nas ações de regularização e no ordenamento fundiário. No Rio Grande do Norte é executado pela Seara, por meio do Instituto de Terras no Rio Grande do Norte (ITERN).

Aprovadas propostas prioritárias para o desenvolvimento rural sustentável


Aprovadas propostas prioritárias para o desenvolvimento rural sustentável

Foto: Rômulo Serpa/MDA

Os 1,2 mil delegados e delegadas da 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (2ª CNDRSS) aprovaram, nesta quinta-feira (17), as cem propostas que priorizam o desenvolvimento do Brasil Rural para os próximos anos. O documento final será usado para a construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário do País. Tiveram direito a voz e voto representantes da sociedade civil - agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, jovens e mulheres rurais – e do poder público.
“A realização da Conferência Nacional foi prescindida por debates nos territórios de todo o País. Esse processo trouxe uma diversidade muito grande, com toda a efervescência da agricultura familiar brasileira, para fazer uma análise e debater os caminhos dos próximos dez anos”, avaliou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, que participou do encerramento da última plenária da Conferência.
A construção das propostas foi iniciada em maio deste ano, com a realização das conferências territoriais, intermunicipais, municipais, setoriais, temáticas, estaduais e distrital. A mobilização teve como resultado a apresentação inicial de 11,3 mil sugestões.
Desse montante, os encontros estaduais encaminharam 1.080 propostas para a Comissão Organizadora Nacional da conferência. A subcomissão de sistematização foi responsável por consolidar as proposições e enviar para a apreciação da conferência nacional 388 sugestões.
“O conjunto das propostas aprovadas hoje aponta para o futuro no campo, com transição democrática, agroecológica, ampliação dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), dos territórios, com avanços para mulheres, jovens e povos e comunidades rurais. São propostas específicas, para que, integradas nesse conjunto geral, a gente tenha, daqui a dez anos, um resultado muito melhor para a agricultura familiar”, disse o secretário-executivo do Condraf, Roberto Nascimento.
Mais de 42 mil pessoas ligadas à agricultura familiar de todo o País participaram desse processo, entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, camponeses, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, mulheres, jovens e integrantes do poder público e da sociedade civil de todas as unidades da Federação.
Todas as conferências foram norteadas pelos seguintes eixos: o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Brasil rural e fortalecimento da agricultura familiar; a reforma agrária e democratização do acesso à terra e aos recursos naturais; a abordagem territorial como estratégia de desenvolvimento rural e promoção da qualidade de vida; a gestão e participação social; a autonomia das mulheres rurais; a autonomia e emancipação da juventude rural; e a promoção do etnodesenvolvimento.
Roberta Paola
(61) 2020 0222 / 0262
imprensa@mda.gov.br

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Governo Federal lança o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

MDA 14775054Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (2ª CNDRSS).

O Brasil Agroecológico tem como principal missão articular políticas e ações de incentivo ao cultivo de alimentos orgânicos e com base agroecológica e representa um marco na agricultura brasileira. O investimento inicial será R$ 8,8 bilhões, divididos em três anos.

Desse total, R$ 7 bilhões serão disponibilizados via crédito agrícola por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Plano Agrícola e Pecuário. Já R$ 1,8 bilhão será destinado para ações específicas, como qualificação e promoção de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), desenvolvimento e disponibilização de inovações tecnológicas, bem como na ampliação do acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Dez ministérios, sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), estão envolvidos no Plano, que visa contribuir para o desenvolvimento socioeconômico dos agricultores brasileiros e a preservação ambiental. O objetivo é ampliar e fortalecer a produção, manipulação e processamento de produtos orgânicos de base agroecológica, tendo como público prioritário: agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e suas organizações.

As ações se baseiam na Política Nacional sancionada pela presidenta em agosto de 2012 e amplamente discutida por dois grupos formados especificamente para debater o tema. Um deles é a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (Ciapo), que tem apenas representantes do governo. O outro é a Comissão Nacional Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, com representantes do governo e da sociedade civil.

Durante o evento, também será assinado o acordo de cooperação que institui o Programa Ecoforte, que vai potencializar as ações do Brasil Agroecológico, apoiando as redes, cooperativas e grupos produtivos de agroecologia, produção orgânica e extrativismo para fortalecimento da produção e processamento, do acesso aos mercados convencionais, alternativos e institucionais e para ampliação da renda dos agricultores familiares e extrativistas. O programa Ecoforte contará com recursos da Fundação Banco do Brasil (FBB) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Saiba mais

Como foi a construção do Plano

A proposta do Brasil Agroecológico foi amplamente debatida com as organizações sociais do campo e é resultado de dois grandes movimentos nacionais: no campo da agroecologia, conduzidos pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA); e na área de produção orgânica, pela rede de Comissões da Produção Orgânica das Unidades da Federação (CPOrgs) e pela Câmara Temática de Agricultura Orgânica (CTAO) do MAPA.

Também tiveram papel de destaque os movimentos sociais de base como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) e a Via Campesina. O fomento à produção orgânica e de base agroecológica é ponto de pauta comum nas reivindicações desses movimentos sociais.

O primeiro ciclo do Brasil Agroecológico - baseado nas diretrizes estabelecidas no Decreto 7.794/2012 - terá a duração de três anos, vinculando suas iniciativas às ações orçamentárias já aprovadas no Plano Plurianual (PPA), de 2012 a 2015. A proposta é uma construção coletiva, elaborada por membros da Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO) e da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO).

Ações planejadas

O Plano está estruturado em quatro eixos estratégicos: produção; uso e conservação de recursos naturais; conhecimento e comercialização; e consumo. A partir desses eixos, as ações articuladas dos dez ministérios parceiros no Plano formam um
conjunto de 125 iniciativas. Entre elas:
- Disponibilizar crédito e seguro agrícolas adequados para sistemas de produção orgânicos e de base agroecológica;
- Universalizar a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para agricultores agroecológicos e orgânicos, com 50% de participação de mulheres rurais.
- Promover a formação de agentes de Ater, agricultores/as, jovens, pesquisadores e agentes financeiros.
- Implementar o Programa Ecoforte, para fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.
- Implementar e articular núcleos de educação, pesquisa e extensão nas instituições de ensino superior.
- Desenvolver e disponibilizar tecnologias inovadoras de produção e beneficiamento da produção orgânica e de base agroecológica.
- Apoiar a conservação, multiplicação, disponibilização, distribuição e comercialização de sementes e mudas crioulas e varietais, adequadas á produção orgânica e de base agroecológica.
- Ampliar a aquisição de produtos orgânicos e agroecológicos pelo PAA e Pnae, e aumento da disponibilização nos mercados convencionais.

Principais resultados

- Fortalecimento da produção orgânica e de base agroecológica em 182 mil unidades familiares de produção;
- Adequação de 28 mil unidades de produção aos regulamentos da produção orgânica;
- Fortalecimento de 30 redes locais e apoio produtivo a 450 empreendimentos de agroecologia;
- Implantação de 60 mil unidades de acesso à água para produção no Programa Segunda Água em propriedades de produção agroecológica;
- Duplicação dos recursos do PAA para aquisição de produtos orgânicos ou de base agroecológica;
- Disponibilização de 5% ao ano dos recursos do PAA para aquisição de sementes;
- Estruturação e apoio a 1,2 mil bancos de sementes;
- Qualificação da gestão de 150 Organizações Econômicas Familiares (cooperativas, associações) agroecológicas e orgânicas;
- Regulamentação de 50 especificações de referência de produtos fitossanitários aprovados na agricultura orgânica, gerando centenas de novos produtos comerciais.

Ministérios envolvidos

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Secretaria-Geral da Presidência da República; ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Saúde, Educação (MEC); Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI); Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); Meio Ambiente (MMA); da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.

Credenciamento imprensa

O credenciamento de jornalistas deve ser feito pelo e-mail:  credenciais@presidencia.gov.brInformar nome completo, CPF, número do registro profissional, função, veículo e telefone. É preciso foto. Escrever no assunto: Credenciamento Conferência.

Fonte: Ascom MDA

Conferência avança na definição de prioridades para promoção da agricultura familiar

MDA 14776908 Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), Roberto Nascimento.

Os principais temas abordados, nesta quarta-feira (16), foram desenvolvimento rural, fortalecimento da reforma agrária, acesso à assistência técnica e incentivo à agroecologia. Quatro eixos principais organizaram os debates.

No eixo desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Brasil rural e fortalecimento da agricultura familiar, que definiu 30 propostas para o documento final, os destaques foram as propostas de aperfeiçoamento do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf.

Para a delegada da sociedade civil de Rondônia, Creonice Vilarin, a discussão abordou uma série de questões estruturantes relacionadas a mudanças no modelo de produção, agregação de valor e assistência técnica. "Tudo isso é extremamente importante na elaboração de um Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, ainda mais porque essas discussões vieram da base e representam os sonhos e desejos de milhares de pessoas," avaliou a agricultora.

Acesso à terra e aos recursos naturais
Nas discussões do eixo reforma agrária e acesso à terra, onde foram aprovadas 25 proposições, o foco foi o fortalecimento e a democratização dos mecanismos de acesso à terra que devem contemplar os diferentes públicos da agricultura familiar. Propostas de aprimoramento de políticas, como o do Crédito Fundiário, tiveram como foco a juventude e as mulheres. Já as que definem questões ligadas à regularização fundiária, contemplaram a inclusão de povos e comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

Nilson José dos Santos, jovem quilombola do Piauí, diz estar na luta pela celeridade da regularização de terras quilombolas para a comunidade. "Entendemos que o título é a nossa porta de saída da obscuridade e de entrada para as políticas públicas que promovem o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida".

Abordagem territorial

Com o objetivo de fortalecer as políticas de desenvolvimento territorial foram aprovadas 30 propostas no eixo abordagem territorial como estratégia de desenvolvimento rural e promoção da qualidade de vida. Para o conselheiro do Condraf e representante do Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais (Deser), Amadeu Bonato, um dos grandes temas aprovados na discussão foi a transformação da política de desenvolvimento territorial em uma política de Estado.
Gestão e participação social

Já o eixo gestão e participação social , que definiu 15 propostas, focou no fortalecimento dos mecanismos de participação social na elaboração e acompanhamento das políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura familiar. Para Luiz Cláudio Mandela, que está representado a Caritas/DF e é integrante do Condraf, fortalecer as redes de acompanhamento incentiva a participação dos agricultores.

"Fortalecer mecanismos de participação social é fundamental para entrelaçamentos das políticas públicas. Nosso grande desafio é articular os diversos níveis de acompanhamento para garantir que as políticas cheguem a quem mais precisa", avaliou Mandela.
A expectativa da caiçara Adriana Lima, 40 anos, é de poder contribuir com essa temática para propostas que permeiam o tema. "Um Brasil rural é desenvolvido a partir da união entre governo e sociedade. Acredito que é somente com esse viés que conseguiremos elaborar uma política para o campo", observou.

Fonte: Ascom MDA

Plantio de mandacaru para uso forrageiro



Esta é uma planta nativa que tem água no caule e nos espinhos e pode resistir a períodos de forte estiagem no sertão. Como o mandacaru é mais resistente que muita planta, ele vai crescer e se desenvolver bem e, na época da seca, quando mais de 17% dos rebanhos de pequenos criadores morrem, representa uma fonte extra de proteína na alimentação dos animais.
O rebanho atual de cabras e ovelhas na região semi-árida brasileira é de oito milhões de cabeças. Muitos dos pequenos criadores retiram o mandacaru das vegetações nativas e não fazem o trabalho de reposição. Por isso, está difícil achar esta planta. Os criadores precisam percorrer grandes distâncias para ter acesso a essa importante fonte de alimentação dos animais.
Para mudar essa situação, os criadores do semi-árido estão sendo orientados para plantarem o mandacaru em suas terras. Além de a plantação ser fácil e barata, são inúmeras as vantagens. O agricultor pode optar por adensar mais o número de plantas bem perto de sua residência.
Atualmente, a Embrapa Semi-Árido em parceria com o BNB vem desenvolvendo projeto de difusão do mandacaru sem espinhos. Já foram implantadas mais de 10 unidades demonstrativas em diversos municípios do semi-árido. Embora seja de regiões mais chuvosas, as plantas de mandacaru sem espinhos cultivadas há mais de 10 anos na Estação Experimental da Caatinga, em Petrolina, PE, têm demonstrado boa adaptação ao clima semi-árido, além de boa produtividade. De acordo com o pesquisador da Embrapa Nilton de Brito Cavalcanti, a plantação do mandacaru é uma alternativa para alimentar animais em períodos de seca.


da redação do Nordeste Rural

Leilão da CONAB



A Conab vai promover, na próxima semana (dia 24/10), um leilão para contratar serviços de transporte para remoção de 23 mil toneladas de milho em grãos. O objetivo é abastecer os armazéns e polos de distribuição do Programa de Vendas em Balcão na região da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
O programa oferece o milho a preço subsidiado a pequenos criadores rurais e agroindústrias de pequeno porte, que utilizam o grão na ração animal e têm encontrado dificuldades para manterem o plantel com a seca prolongada. NO Rio Grande do Norte foram contemplados os municípios de Natal (2,2 mil toneladas), Currais Novos (mil toneladas), Mossoró (1,5 mil toneladas).

fonte do blog nossa terra

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mensagem da CONTAG em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural




“Foi importante a coincidência da realização da 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (2ª CNDRSS) com a Semana Mundial da Alimentação e ontem (15/10), mais ainda, com o Dia Internacional da Mulher Rural. Esta é uma pauta que, para nós da CONTAG tem tudo a ver, e devemos aproveitar esse momento. Não é um dia somente de comemoração, mas também de mobilização mundial para dar visibilidade ao trabalho da mulher no campo, a sua contribuição na produção e comercialização e, principalmente, quais são as necessidades dessas mulheres que vivem no campo. A necessidade principalmente de políticas públicas.

Dar visibilidade ao fortalecimento da agricultura familiar, mas também às especificidades da mulher rural. Então, é uma data extremamente importante, e a coincidência com a Semana Mundial da Alimentação é de suma importância. Afinal de contas, as mulheres também estão lutando na linha de frente pelo modelo de desenvolvimento, garantia de alimentação saudável e soberania alimentar mundial.

É uma data importantíssima para nós e que vem coroada por esse momento importante de mobilização por todo o Brasil pela soberania e segurança alimentar mundial e reconhecimento da agricultura familiar nesse papel e, mais ainda, das mulheres nesse processo.”
Alessandra Lunas – secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG
FONTE: Imprensa CONTAG

Jornada Unitária realiza ocupação do Ministério da Agricultura

Os movimentos sociais do campo, florestas e águas que integram a Jornada Unitária de Lutas pela Soberania Alimentar e Contra o Agronegócio, realizam, desde às 5h de hoje, dia 16, um ato de ocupação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos  (MAPA). Dentre os diversos movimentos participantes estão a CONTAG, MST, CUT, Via Campesina, Fetraf, entre muitos outros, que levaram centenas de trabalhadores e trabalhadoras rurais para o ato. 

A pauta de reivindicações traz uma série de demandas que partem do princípio da garantia da segurança e soberania alimentar, e respeito à agricultura familiar e aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, que são constantemente prejudicados pelas ações do agronegócio brasileiro. “Esse ato vem representar o nosso enfrentamento ao agronegócio, divulgado pela mídia como o responsável pelo desenvolvimento do país. Mas, é a agricultura familiar a responsável por este desenvolvimento”, declara Zenildo Xavier, secretário de Política Agrária da CONTAG, que participa do ato. Dentre as reivindicações mais pontuais estão a retomada da reforma agrária, parada no governo há muito tempo, e o repúdio ao Projeto de Lei 268/2007, que trata da comercialização das sementes conhecidas como Terminator.

Após passarem toda a manhã articulando uma reunião com o ministro do MAPA, Antônio Andrade, e com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, as representações dos movimentos foram recebidas por ambos por volta do meio dia, e seguem em reunião, negociando a pauta de reivindicações.
Dia Mundial da Alimentação e atos por todo o Brasil
O ato acontece em um momento muito importante, pois hoje comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. Por essa razão, simultâneo ao ato em Brasília, outros atos de ocupação estão sendo realizados em diversos estados, a exemplo de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rondônia, Rio Grande do Sul, entre outros, que tem ruas, estradas e sedes de órgãos governamentais ocupadas por milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais que pedem por valorização da agricultura familiar.
 
Sementes Terminator
Coincidindo com o Dia Mundial da Alimentação, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados vota hoje o PL 268/2007 que prevê a permissão para produção e comercialização de sementes transgênicas suicidas, conhecidas como Terminator. A característica principal dessas sementes é que, após a colheita, elas não voltam a germinar, obrigando os agricultores a comprar sementes a cada safra. Além disso, há o risco de que elas tornem estéreis as sementes comuns cultivadas em áreas próximas.

“O MAPA tem uma responsabilidade muito grande diante desse processo, pois ele também conduz o espaço que faz a discussão das tecnologias e das sementes”, lembra o vice-presidente e secretário de Relações Internacionais da CONTAG, Willian Clementino, que também representa a Confederação no ato. “É necessário que o governo brasileiro, através deste ministério, tenha uma intervenção forte no Congresso Nacional, para que possamos reverter esse projeto, que é um projeto de morte”, destaca ainda o secretário.
 

Neste momento, os participantes da mobilização aguardam o fim da reunião para socialização dos resultados.

 
FONTE: Imprensa CONTAG - Gabriella Avila

Representantes do campo debatem o fortalecimento dos territórios rurais

A construção participativa das futuras diretrizes que nortearão a agricultura familiar brasileira mobilizam representantes de todo o País. A integrante da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar do governo do Acre (Seaprof) Suzete Maciel, por exemplo, percorreu mais de três mil quilômetros para participar da 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, em Brasília (DF).representantes do campo 16 10 13

Na tarde desta terça-feira (15/10), Suzete debateu o planejamento participativo e execução de projetos; a formação de atores e agentes de desenvolvimento; a inclusão produtiva; a organização da produção, a infraestrutura e acesso a mercado; e criação de novas institucionalidades e nos Territórios Rurais e da Cidadania.Ao todo, o grupo de 100 pessoas analisou mais de 30 proposições do tema.

“Viemos de muito longe, de Epitaciolândia, para debater essas propostas. O documento final é muito válido e reunirá as reivindicações da própria sociedade. Isso será como uma bússola para os governantes”, avaliou Suzete.

Segundo o coordenador da comissão temática, o diretor de Inclusão Produtiva da Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT/MDA), Marcelo Miná Dias, as propostas priorizadas pelo grupo abordam a valorização dos territórios Rurais e da Cidadania. “O que a gente percebe de imediato em um evento como esse é a leitura e a visão diferenciada do que está sendo proposto, que é feita a partir da origem de cada participante. Só por isso, acho que estamos em um ambiente que é fundamental para a política pública. Para o governo, para a ação do estado, esse debate é fundamental”, observou.

Já os participantes da comissão temática 8, avaliaram 47 preposições sobre o marco legal e financiamento da política de desenvolvimento territorial e a estruturação e fortalecimento institucional da educação e da cultura.

“Consideramos que o espaço da Conferência é uma conquista para a democracia brasileira. A nossa parte, enquanto sociedade civil, é ajudar na questão do controle social e, a partir do nosso trabalho desenvolvido na região Transamazônica, contribuir com o Governo dizendo o que nós consideramos que está no rumo certo e sugerir ações que possam auxiliar o avanço do desenvolvimento rural no estado do Pará e no Brasil”, afirmou o integrante da Fundação Viver Produzir e Preservar, de Altamira (PA), João Batista.

A avaliação é reiterada pela coordenadora de Planejamento da SDT/MDA, Marlene Casela, que moderou os debates do grupo. “A discussão conjunta é importante pela legitimidade que concede às propostas. As proposições definidas em uma conferência que tem a responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade civil têm um peso muito grande e, certamente, passam a ter mais oportunidades de influenciar uma política de governo”, ponderou a coordenadora.

As dez proposições prioritárias de cada grupo serão apreciadas nesta quarta-feira(16/10), pela plenária do eixo responsável pela abordagem territorial como estratégia de desenvolvimento rural e promoção da qualidade de vida.
fonte do incra

Conferência -Mesas temáticas abordam fortalecimento da agricultura familiar

A construção participativa do Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PNDRSS) foi iniciada, nesta terça-feira (15/10), com debates nas comissões temáticas da 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS).mesas temáticas 15 10

Quatro temas compõem o primeiro eixo da Conferência, que trata do Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental do Brasil Rural e Fortalecimento da Agricultura Familiar e Agroecologia. Sob a supervisão de coordenadores, 400 delegados discutiram 125 proposições relacionadas à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), agroecologia, comercialização de produtos e preservação ambiental.

Um dos debates do eixo, sobre Assistência Técnica, foi destacado pelo indígena Robson Rikbakta, de Ijuína (MT), como o ponto mais importante da Conferência. “Nós precisamos de mais apoio e ensino por parte dos técnicos. Estamos aqui com a missão de tentar ampliar a assistência para os indígenas do Brasil, principalmente, em Mato Grosso”, afirmou.

A mesa de debate sobre agroecologia e sistemas agroflorestais teve como discussão principal a diminuição do uso de agrotóxicos no Brasil. “Esse tipo de veneno está matando muita gente e está se alastrando com muita facilidade. Você vai comprar algo para tratar a plantação e todo mundo quer te vender agrotóxico porque é mais cômodo e rentável. Isso vai acabar com a saúde da população”, atentou a agricultora familiar Janecláudia Viana, 24 anos, natural de Neópolis (SE).

As propostas sobre preservação ambiental também ganharam espaço na mesa temática. Paulo de Brito, de Orobó (PE), defendeu a recuperação da mata, que, segundo ele, é crucial para facilitar o acesso à água na região. “É necessário conscientizar as pessoas da importância de se preservar o meio ambiente. Temos uma área hídrica grande, água boa para consumo, mas que precisa da proteção das matas ciliares”, garantiu o agricultor.

Segundo a delegada Célia Lima, que também é a secretária de Agricultura de São Félix (BA), o desenvolvimento da agricultura familiar depende do acesso a mercados diferenciados. “Precisamos facilitar a venda dos produtos, ampliar os programas de compras governamentais. Essas discussões são primordiais para a melhoria da vida no campo. Antigamente não tínhamos isso”, destacou.

Mais de 1,5 mil pessoas de todo o Brasil, entre representantes do Governo Federal, da sociedade civil e convidados, se dividiram em 12 salas e discutiram as 388 propostas. Os grupos qualificaram as propostas para encaminhá-las aos debates de eixos temáticos, que serão realizados nesta quarta-feira (16/10).

Receita de Mocotó de boi

Mocotó

Ingredientes da Receita de Mocotó

3 kg de mocotó (ou dois mocotós de boi)
3 cebolas grandes
3 tomates grandes
3 dentes de alho
1 molho de coentro
1 molho de hortelã
3 folhas de louro
1 colher (sobremesa) de cominho
3 limões
4 colheres (sopa) de óleo
1 kg de farinha de mandioca para o pirão
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Como Fazer Mocotó

Modo de Preparo:
Lave muito bem o mocotó com limão, raspando o osso com uma faca.
Corte 2 cebolas, os tomates, o alho, o coentro e a hortelã, bem miudinhos ou passe no liquidificador.
Tempere o mocotó com os temperos picados, o louro, o cominho, o sal e a pimenta-do-reino.
Coloque óleo em uma panela grande e leve ao fogo para refogar 1 cebola picada.
Junte o mocotó temperado e deixe refogar bem.
Coloque água aos poucos e, quando começar a ferver, diminua o fogo, deixando cozinhar até soltar os ossos.
Para o pirão, coloque numa panela, água fria, e a farinha para inchar.
Adicione bastante caldo de mocotó e leve ao fogo, mexendo sempre.

fonte do blog de jatão vaqueiro