segunda-feira, 12 de junho de 2017

AGRICULTORES DA ZONA RURAL DE ANGICOS/RN, FAZEM SILAGEM DE RAÇOES PARA TER RAÇÃO NO PERÍODO SECO

Neste final de Semana, o Representante do STTR - Almir Medeiros esteve visitando algumas fazendas de agricultores familiares da comunidade ESPERANÇA, foi nas residencias de EUGENIO BATISTA E ALDEMIR MARCELINO.
E constatei vários mecanismo e criatividade para fazer forragem para os animais no período da SECA.
De acordo com as informações na entrevista que fiz aos agricultores e tambem registrando as fotos, eles estão fazendo SILAGEM PARA OS ANIMAIS, onde os mesmo plantaram CAPIM, SORGO, PALMAS, MILHO, FEIJÃO E ENTRE OUTRAS PLANTAÇÕES DA AGRICULTURA FAMILIAR, e ja no ponto de colheita, eles cortam as rações, passam na forrageira e fazem o processo de Silagem, para que no final do ANO, que é no período mais critico, por falta de ração, eles tem o alimento para os animais guardado desde deste período. 
De acordo com os agricultores EUGENIO e ALDEMIR, eles recebem assistencia tecnica do PROJETO SERTÃO EMPREENDEDOR, pelo SENAR, e o tecnico de acompanhamento é HEITOR.
Fazendo estes procedimentos, amenizam a situação de compra de ração em armazem e melhora ate a qualidade da ração fornecida aos animais, diminuindo os gastos com compra de rações.
DESIDATRAÇÃO DA PALMA - PARA SILAGEM

CAPIM DO MATO - SENDO SILADO VERDE

CAPIM DO MATO

PRODUÇÃO DE FENO

PRODUÇÃO DE PALMA FORRAGEIRA

PALMA TIPO GIGANTE

PALMA TIPO ORELHA DE ELEFANTE

PALMA TIPO DOCE

SILAGEM DE RAÇÃO DENTRO DE UM TANQUE

ARMAZENANDO FENO NO ARMAZEM

BARREIRO TRINCHEIRA 
DO AGRICULTORA EUGENIO BATISTA

PLANTAÇÕES DE FEIJÃO

PE DE FEIJÃO

SORGO

PE DE SORGO

CAPIM COM O SORGO

NO ROÇADO DE EUGENIO BATISTA - INSTALAÇÕES DE CAIXA DE AGUA
E PROCESSO DE GOTEJAMENTO

CAPINADEIRA PARA CARRO

ARMAZENAMENTO EM SILAGEM DE RAÇÃO
CASCA DE FEIJÃO E MATA PASTO.

ARMAZENAMENTO DE SILAGEM
SORGO E MILHO

FENO DA PALHA DO MILHO

PORTEIRA DO CAMPO
99% CONSTRUIDA COM MATERIAL DA FAZENDA.
RÉLIQUA NORDESTINA

sábado, 10 de junho de 2017

Em Angicos: Festa do Padroeiro Santo Antônio na Comunidade Rural do Riacho do Prato tem inicio neste sábado, dia 10



Tem inicio neste sábado, dia 10 as festividades sócio religiosas alusivas a Santo Antônio, padroeiro católico da Comunidade Rural do Riacho do Prato, Zona Rural de Angicos. 

A informação chega a redação do nosso blog através de membros da comunidade que fazem parte da comissão organizadora do evento religioso.

A abertura acontecerá as 19 horas e 30 minutos com a celebração da Santa Missa pela Pároco de São José dos Angicos, o Padre Severino da Silva Neto nas dependências da Capela de Santo Antônio na referida comunidade rural.

Neste domingo, dia 11 será realizado na parte social da festa leilões de garrote, galinhas e carneiros na quadra de esportes da comunidade do Riacho do Prato. Em seguida terá muito forró pé de serra com patrocínio da Prefeitura Municipal de Angicos. 

As festividades prosseguirão até a o dia 13 de Junho, dia dedicado ao santo padroeiro onde uma procissão e missa encerarão os festejos.

fonte do blog de angicos news

Sindicalista - Almir Medeiros visita comunidades rurais e mostra a nossa produção da agricultura familiar para os angicanos e para o mund

Nestes dias, o Representante do STTR - Almir Medeiros esteve mais uma vez visitando as comunidades rurais, desta vez, o mesmo esteve na residencia de LUIZ DE MANOEL ASSUNÇÃO NO P.A. BOM FIM e tambem na residencia de GILBERTO PEREIRA - FAZENDA SERRA DA VOLTA.
Durante as visitas, estive conversando com os agricultores acima citado, e em converso com Luiz de Manoel Assunção, ele falou que tem como sim nós produzir no semi-arido nordestino, mais existe um segredo que é agricultura familiar com qualificação e tecnologia. Durante a entrevista que fiz com ele, mostrei a sua casa, que construiu com muito esforço e tambem registrei o seu QUINTAL PRODUTIVO, onde o mesmo plantou varias fruteiras e plantações, e ainda mais, construiu um  pequeno aviário, para a criação de suas galinhas caipiras, onde estas criações e plantações ajuda muito para o sustento da família melhorando sua qualidade de vida.
Tambem estive visitando a Fazenda de Gilberto Pereira, em SERRA DA VOLTA, onde entrevistei e fotografei as suas plantações, como tambem conversamos sobre a situação que o nosso PAÍS esta passando, e sempre debatendo e com objetivo de fazermos diferente em eleger nossos representantes nas próximas eleições, pois os que estão ai, estão envolvidos na corrupção, e tambem não fazem nada pelo homem do campo.
O STTR de Angicos, vem sempre conversando com os agricultores do município, e tentando trazer melhorias para o homem do campo, como tambem aprendizagem, através de cursos e capacitações, para um desenvolvimento sustentável e solidário. 
E vejo que nossos representantes do poder publico precisam realizar trabalhos no campo, com criações de GALINHAS CAIPIRAS, HORTAS ORGÂNICAS E QUALIFICAÇÕES DE SEUS ANIMAIS, para que venha melhorar a condição das famílias que necessitam de apoio e Assistência Técnica Rural.

RESIDENCIA NO ASSENTAMENTO P.A. BOM FIM - 
DE LUIS DE MANOEL ASSUNÇÃO

CONVERSANDO COM OS AGRICULTORES
NA RESIDENCIA DE GILBERTO PEREIRA

MOSTRANDO AS PLANTAÇÕES RURAIS

A NATUREZA É LINDA, NINHO DE ROLINHAS
EM CIMA DE UM PE DE MILHO.

PLANTAÇÃO DE FEIJÃO

PLANTAÇÕES DE MILHO

ROÇADO DE GILBERTO PEREIRA 

ANDANDO TRES QUILÔMETROS DE CARROÇO
PARA MOSTRAR A POPULAÇÃO ANGICANA QUE A 
AGRICULTURA FAMILIAR MERECE RESPEITO E APOIO
DOS GOVERNANTES

PLANTAÇÕES DE LUIZ

LUIZ MOSTRANDO O MILHO QUE PLANTOU E COLHEU


FRUTAS DE GOIABA NO QUINTAL DE LUIZ

CRIAÇÃO DE GALINHAS CAIPIRAS NO QUINTAL DE LUIZ

PLANTAÇÕES DE PE DE PINHA EM SEU QUINTAL

PE DE MANGA EM SEU QUINTAL

PE DE COQUEIRO EM SEU QUINTAL

HORTA EM SEU QUINTAL

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Se há déficit na Previdência Social, por que perdoar dívidas do agronegócio?







FOTO: Otávio Nogueira



A CPI da Previdência do Senado Federal está convocando representantes de diversos setores do agronegócio para questioná-los sobre as dívidas de diversas empresas com a Previdência Social, ao não repassarem o percentual de 2,1% sobre as vendas das produções agropecuárias. É preciso acompanhar essas investigações, para esclarecer que, se existe mesmo um “rombo”, como alega o governo, este pode ser consequência de sonegação fiscal – além de desvios de recursos da Seguridade Social por meio da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e também da destinação de quase 50% do PIB brasileiro para pagar juros de uma dívida pública nebulosa.

Empresários do agronegócio questionavam há anos a cobrança da taxa de 2,1% sobre a produção, destinada a custear a aposentadoria dos trabalhadores rurais e deixaram de pagar o tributo graças a liminares. Havia cerca de 15 mil processos tramitando na Justiça para suspender esse pagamento. Mas, no dia 30 de março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a cobrança é constitucional e deve ser feita. Assim, foi estimado em cerca de R$ 10 bilhões o montante devido pelo agronegócio para a Previdência Social. 

A bancada ruralista no Congresso Nacional, cujos parlamentares são também alguns dos maiores empresários do agronegócio brasileiro, movimentou-se junto ao presidente Michel Temer para articular uma maneira de não pagar essa dívida. No dia 31 de maio, Temer editou uma Medida Provisória (MP 783/2017) que torna possível desconto parcial de multa e juros, mas já existe a discussão no Congresso Nacional sobre a modificação do texto para que o perdão seja bem mais amplo.

Além disso, tramitam no Congresso Nacional sugestões de projetos de lei criando uma anistia específica (Refis) para o pagamento dessa dívida – o PL do Senado nº 132/17, de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), “concede remissão e anistia totais para os produtores rurais pessoas físicas em relação às contribuições sobre a comercialização da produção rural, inclusive juros de mora, multas de mora e de ofício” e o PL da Câmara nº 7573/17, de autoria do deputado Cleber Verde (PRB-MA), “concede remissão e anistia total para os produtores rurais pessoas físicas em relação às contribuições sobre a comercialização da produção rural”.

A advogada trabalhista Jane Lúcia Berwanger, do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), questiona essa atitude do governo federal. “Se o governo afirma que há déficit na Previdência Social, por que toma medidas que, na prática, perdoam as dívidas dos grandes produtores rurais?”

Para a CONTAG, trata-se de uma contradição no discurso do governo federal, pois está cedendo aos apelos da bancada ruralista em troca de apoio à sua proposta de reforma da Previdência Social. “Os ruralistas propõem ainda a redução da taxa cobrada na venda da produção de 2,1% para apenas 1%. Ora, se supostamente existe um rombo na Previdência, qual o sentido de diminuir a taxa e, dessa forma, reduzir a arrecadação agora e para o futuro? Anistia quem pode e deve pagar, mas quer cobrar contribuição individual todo mês de quem não tem renda mensal garantida. Isso mostra claramente não se tratar de reforma; é desmonte, é restringir e reduzir direitos”, questiona o presidente da CONTAG, Aristides Santos. “Consideramos a forma atual de contribuição a mais adequada para o trabalhador e a trabalhadora rural, pois está de acordo com a realidade econômica e de produção no meio rural. Não aceitaremos mudanças prejudiciais aos agricultores(as) familiares e aos assalariados(as)rurais”, afirma o dirigente.

Previdência não é déficit, é redistribuição de renda

Precisamos lembrar sempre que o argumento utilizado pelo Governo de que os trabalhadores e trabalhadoras rurais não contribuem para a Previdência Social é falso, pois a contribuição é cobrada a cada venda realizada pelos(as) agricultores(as). A CONTAG defende a regulamentação dessa cobrança em todos os estados brasileiros, além da fiscalização do repasse do valor pago pelos agricultores(as) para as empresas compradoras à Previdência Social. 

Além disso, é necessário reforçar que a aposentadoria dos segurados especiais é um direito adquirido devido às condições especiais de trabalho a que são submetidos: de acordo com a PNAD 2014, mais de 70% deles(as) começa a trabalhar antes do 14 anos, sem direito a férias, feriados, finais de semana, sob as mais diversas condições climáticas, exercendo um trabalho penoso e sem acesso pleno a políticas públicas como educação, saúde, saneamento, transporte, tecnológica, lazer, etc. Tudo isso para garantir a produção de mais de 70% dos alimentos que consumimos todos os dias.

A Previdência Social faz parte do sistema de Seguridade Social e, dessa forma, tem diversas fontes de renda garantidas pela Constituição Federal de 1988. Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Cidadania do Senado Federal, o pesquisador do IPEA Alexandre Arbex apresentou o estudo “Reforma da previdência, agricultura familiar e os riscos de desproteção social”, elaborado por ele e pelo pesquisador Marcelo Galiza. O estudo mostra que a Previdência Social é uma política pública que beneficia cerca de 13,5% da população do país, a um custo de somente 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, para os pesquisadores, parece mais adequado considerar a previdência rural como gasto social que como déficit. Arbex e Galiza citam estudos de diversos especialistas – inclusive um estudo publicado em 2006 por Marcelo Caetano, atual secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, um dos defensores da proposta de Michel Temer – que reconhecem o imenso potencial de distribuição de renda da Previdência Social.

“A previdência rural é a principal fonte de renda das famílias rurais: cerca de 32% da renda per capita dos domicílios rurais vêm dela. Portanto, a previdência responde por 1/3 da capacidade de consumo dessas famílias. Mais de 2/3 do valor total dos benefícios rurais foram destinados a municípios de até 50 mil habitantes, uma injeção de R$5,6 bilhões na economia desses pequenos municípios só em janeiro de 2016”, afirmam Arbex e Galiza em sua apresentação.




FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Lívia Barreto

quarta-feira, 7 de junho de 2017

GERENTE DO BANCO DO NORDESTE DE ANGICOS PARTICIPA DO PROGRAMA DO STTR, NA RADIO CABUGI CENTRAL

Nesta quarta feira, quem esteve participando do PROGRAMA A VOZ DO CAMPO,  na Radio Cabugi Central, foi a Gerente do BANCO DO NORDESTE DE ANGICOS. A mesma foi entrevistada pelo Presidente IVANALDO ROGÉRIO, responsável pelo programa do Sindicato.
De acordo com o Presidente do STTR, Naldinho a Gerente falou sobre as Dividas Rurais, onde os agricultores podem procurar o BANCO, para renegociar suas dividas rurais, podendo pegar ate 95% de bônus.
E tambem o Sindicato estar de portas abertas para atender os agricultores familiares sócios(as) desta entidade, e que se precisar de nós diretores para acompanhar ate o BANCO, estamos a disposição.

GERENTE DO BANCO DO NORDESTE DE ANGICOS
PRESIDENTE DO STTR D EANGICOS

GERENTE DO BANCO DO NORDESTE DE ANGICOS
PRESIDENTE DO STTR D EANGICOS

terça-feira, 6 de junho de 2017

PRESIDENTE DO STTR - NALDINHO PARABENIZA AGRICULTORA PELO SEU ANIVERSARIO - ANTONIA DANTAS


Hoje terça feira, a agricultora ANTONIA DANTAS, da comunidade riacho do prato, zona rural de Angicos/RN, esta completando mais um ano de vida, e na oportunidade o Presidente do STTR, Naldinho ja parabenizou a aniversariante do DIA, e desejou muita PAZ, SAUDE E FELICIDADE.

Sustentabilidade e preservação garantem o futuro da agricultura familiar







FOTO: Arte: César Ramos



“No inverno, quando quase não temos culturas, é o período em que mais recebemos turistas, porque aqui temos geada e, às vezes, neve. Financeiramente, isso é muito bom”, afirma a agricultora Maria Elizabete Oliveira, que, junto com o marido, Joelson, faz parte do projeto de turismo rural Acolhida na Colônia, em Santa Catarina. A propriedade do casal fica a 18 km do município de São Joaquim e a 230 km de Florianópolis.


Foto: Divulgação

“Produzimos morangos e hortaliças de maneira orgânica, usando apenas técnicas naturais para manter as pragas longe, como arruda, macela, mistura de alho com pimenta, por exemplo”. A produção orgânica, junto à paisagem bem preservada, são alguns dos principais atrativos do lugar. “Os turistas vêm aqui com a intenção de conhecer e viver o nosso cotidiano, comer o que a gente come. É uma experiência muito boa, porque muitos mantêm contato com a gente, nos visitam, mostram para suas famílias, é muito gratificante”, explica ela.


Foto: Divulgação

Para Maria Elizabete, muito mais do que a geração de renda além da produção, o turismo rural proporciona troca de experiências e conhecimentos. “Antes a gente ficava aqui no interior, quietos, e com os turistas nós conhecemos mais sobre o mundo, porque eles trazem as experiências deles e nós podemos compartilhar as nossas, porque eles querem saber como nós vivemos e fazemos as coisas”, comenta a agricultora.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2017 o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Dessa forma, neste 5 de junho, Dia do Meio Ambiente, encontramos a oportunidade perfeita para falar sobre o turismo rural, atividade com muito potencial de crescimento em todo o País, especialmente para a agricultura familiar.

“Propriedades pequenas, com menos de quatro módulos rurais, podem muitas vezes acreditar que manter uma parte do terreno preservada pode significar prejuízos para a produção. Mas diversos estudos já comprovaram que manter a mata nativa é fundamental para garantir o abastecimento de água, evitar erosão e perda de matéria orgânica do solo, além de manter os animais importantes para polinização, dispersão de sementes e combate à pragas”, afirma a secretária de Meio Ambiente da CONTAG, Rosmarí Malheiros.


Foto: Arquivo FETAEMA

Proporcionar a experiência de tranquilidade, comida saudável, contato com a natureza, com o trabalho com a terra: esses são os principais objetivos do turismo rural. Cada vez mais pessoas que vivem nos centros urbanos sentem a necessidade de buscar o ar puro, o verde, o cheiro de mato, a produção de alimentos. A preservação do meio ambiente pode, dessa forma, ser fonte de renda lucrativa para a agricultura familiar. Em um País com paisagens naturais e culturas tão ricas como o Brasil, manter a vegetação nativa intacta pode ser mais do que sobrevivência: pode ser fonte verdadeira de desenvolvimento sustentável e de valorização da agricultura familiar. 

SEM CERRADO, SEM ÁGUA, SEM VIDA

Por isso, a CONTAG vem afirmando a importância das discussões da temática ambiental, com foco na legislação e execução de políticas públicas voltadas para a preservação e conservação dos recursos naturais.

Uma dessas ações abraçadas pela CONTAG desde 2016 é a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, que tem como tema “Cerrado, Berço das Águas: Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida”. Uma Campanha que tem denunciado a pressão do agronegócio sobre o Cerrado, com seu permanente ataque as comunidades tradicionais, povos indígenas, espécies animais e vegetais, e pondo em risco gravíssimo a nascentes ou leitos de rios de oito bacias hidrográficas dentre as doze que existem no Brasil.


Foto: Comitê da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado

Como desdobramento da Campanha, recentemente a CONTAG juntamente com as mais de 35 organizações que compõem o Comitê da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, articularam uma audiência pública para debater os desdobramentos da PEC 504/2010, que reconhece os Biomas da Caatinga e do Cerrado como Patrimônio Nacional. “É muito importante que a Lei seja efetivada, pois as grandes empresas estão acabando com a água, as florestas, os animais e os seres humanos que vivem no Cerrado, na Caatinga e na Amazônia. Levamos essa campanha no braço, para que a Lei seja aprovada, pois defendemos os biomas que existe o babaçu e quebradeiras de coco. Preservamos o lugar de onde nós temos tirado ao longo dos anos o nosso sustento e garantido a vida”, afirmou durante a audiência a coordenadora do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu, Maria do Socorro Teixeira.

Maria do Socorro aproveitou para anunciar que já foram recuperados mais de 25 milhões de hectares de áreas dos babaçuais, por 300 mil quebradeiras de coco que vivem nos estados do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins.


Foto: Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu

Quem também espera que a Lei seja aprovada é o assentado da Reforma Agrária, Esperidião Gomes de Castro Neto, que vive no PA Baixa da Quixaba, em São Bento do Norte, no Rio Grande do Norte. “Espero que a Lei seja aprovada e executada! Qualquer coisa que nos dê esperança só vem a somar com nossa luta diária por água. Por aqui já são seis anos sem chuva, não temos produzido nada. Quando adquiri a terra tinha 1.300 pés de caju... Morreram todos”, compartilhou Esperidião.


Foto: Dom Hélder Câmara

Porém, na voz do agricultor familiar nordestino é enaltecida uma outra bandeira de luta defendida pela CONTAG, movimentos sociais e abraçada por quem vive no meio rural: a certeza de que apesar das barreiras enfrentadas, quer seja contra o avanço agronegócio, quer seja pelas intempéries naturais, NINGUÉM QUER SAIR DO CAMPO. “Deus me livre de sair da minha terra. Aqui no Nordeste a gente é arrochado. Ninguém corre, ninguém desisti. A gente enfrenta”, afirmou o agricultor que traz na fala firme, a certeza da esperança de que dias melhores virão. 

POR UMA AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL
Nos estados da Amazônia Legal, os estabelecimentos da agricultura familiar ocupam apenas 22% da área rural, mas representam 87% do número de imóveis rurais e 82% da mão de obra ocupada no campo, segundo dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

Esse território amplia-se quando olhamos para toda a região Amazônica, onde está a maior floresta tropical do mundo, abrangendo áreas da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Infelizmente, ao longo das últimas décadas, essa riqueza vem perdendo a sua força por conta do desmatamento e da sua destruição causada pela utilização inadequada do solo e da água. Os maiores prejuízos podem ser sentidos na diminuição da diversidade biológica e da exclusão dos povos e comunidades tradicionais do acesso aos territórios e bens comuns.

Esse processo vem se agravando também por decisões do Congresso Nacional, que aprovam leis que só atendem aos interesses do capital, incentivando o desmatamento e a destruição da biodiversidade. Um dos exemplos mais recentes foi a aprovação, agora em maio de 2017, de medida provisória que reduz consideravelmente a área de unidades de conservação. A redução mais drástica será da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, que pode gerar, até o ano de 2030, um desmatamento florestal de 280 mil hectares, e uma emissão de 140 milhões de toneladas de CO2, principal gás do efeito estufa.

No entanto, existem experiências interessantes na região, que comprovam que é possível sim produzir alimentos de forma sustentável, preservando o meio ambiente e sua biodiversidade, além de gerar desenvolvimento para o território e renda para a sua população. Um deles é o Projeto Assentamento Sustentáveis, criado em 2012 com o apoio do Fundo Amazônia e da Fundação Viver Produzir e Preservar, com a missão de propor e implementar um modelo que contribua para o aumento da renda de produtores familiares e para a redução do desmatamento nos lotes de reforma agrária.

Segundo o IPAM, a região Amazônica conta com 3.589 assentamentos de reforma agrária. Em cinco anos de atuação do projeto, foram atendidos três assentamentos no oeste do Pará e no antigo polo do Proambiente, na Transamazônica, em uma área de aproximadamente 1,4 milhão de hectares. Os principais resultados obtidos são a emissão de 1.300 Cadastros Ambientais Rurais (CARs); a elaboração de dois Programas de Regularização Ambiental (PRAs); a regularização ambiental de 100% das atividades produtivas; e o georreferenciamento do perímetro de três assentamentos.

O representante do STTR de Pacajá/PA, Valber Monteiro, avalia positivamente a execução do projeto e os benefícios para os(as) agricultores(as) familiares e para o meio ambiente. “Confio no projeto, porque eu acredito que o produtor precise de assistência técnica, de apoio para que ele possa desenvolver seu trabalho na agricultura e, com esse projeto, os produtores irão se firmar em suas propriedades, irão ter mais conhecimento de desenvolver seu trabalho sem agredir o meio ambiente”, relata.


Foto: IPAM

Essa e outras experiências serão apresentadas no Fórum Internacional sobre a Amazônia, que será realizado de 6 a 9 de junho de 2017, na Universidade de Brasília (UnB). A organização é do Núcleo de Estudos Amazônicos, do Centro de Estudos Multidisciplinares da UnB, que pretende reunir cerca de 300 participantes, entre professores(as), pesquisadores(as), representantes de entidades, movimentos sociais e instituições dos países da Amazônia continental, ligadas a atividades de ensino, pesquisa e extensão. A CONTAG participará desse importante evento e estará presente no Painel “Modelos de Desenvolvimento: alternativas para a Amazônia”, no dia 9 de junho.

Um dos objetivos é a promoção de intercâmbio para debater e refletir sobre o processo histórico e o quadro atual da região Amazônica, traçando cenários e apontando linhas de pesquisa, políticas e ações de interesses de seus povos, populações e comunidades tradicionais, ou seja, construindo conhecimento científico e valorizando saberes.

Viva a Amazônia, viva todos os biomas e a biodiversidade brasileira!


Foto: IPAM


FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Lívia Barreto, Barack Fernandes e Verônica Tozzi

sábado, 3 de junho de 2017

Conab: Leilão contrata frete para envio de 22,4 mil toneladas de milho para municípios do Nordeste





Foto: Reprodução

Em continuidade às operações de apoio aos pequenos criadores de animais cadastrados no Programa de Vendas em Balcão (PROVB), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta sexta-feira (02), mais um leilão eletrônico para a contratação de frete de milho deste ano.
A quantidade contratada foi relativa ao transporte de 24,9 mil toneladas do grão para o Nordeste, onde produto será vendido a preço subsidiado de R$ 33,00 a saca de 60 kg, conta informação da assessoria de imprensa da estatal.
Este preço, com subvenção, foi autorizado pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos (CIEP) e é amparado pela Portaria Interministerial nº 780, de 07 de março de 2017.
Com isso, os pequenos criadores e agroindústrias de pequeno porte do Nordeste podem adquirir até 10 toneladas de milho por mês, limitadas ao consumo de seu plantel.
O milho a ser removido está estocado em MT e terá como destino diversos municípios. Maceió (2 mil t) e Palmeira dos Índios (3 mil t) em AL; Campina Grande (5 mil t), Patos (3 mil t) e Monteiro (2 mil t) na PB; Petrolina (2 mil t) em PE; e, Floriano (1 mil t), Parnaíba (2 mil t), Picos (489,7 t) e Teresina (2 mil t) no PI.
O produto deve começar a chegar nas unidades no final do mês de junho.
Além das remoções para o Nordeste, houve contratação de frete também, por meio da mesma operação, para envio de 2,5 mil t de milho em grãos para Cachoeiro do Itapemirim, no ES.
Neste caso, não se aplica o preço subvencionado previsto na Portaria nº 780.
O valor de venda é calculado quinzenalmente tendo como referência o mercado atacadista local, e o limite por criador é de 14 toneladas por mês.


fonte do blog de pauta aberta

Crédito: BNB disponibiliza R$ 7 milhões para incentivo à inovação tecnológica





Imagem: Ilustração

O Banco do Nordeste (BNB) lança dois editais com R$ 7 milhões em recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Cientifico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci) disponíveis a projetos de inovação tecnológica.
Poderão ser beneficiadas instituições de pesquisa e entidades privadas com ou sem fins lucrativos sediadas nos nove estados nordestinos e norte de MG e do ES, frisa informação da assessoria de imprensa da instituição financeira.
O edital de Subvenção Econômica para Inovação nas Empresas da Região Nordeste terá R$ 4 milhões. 
Os recursos serão destinados a empresas de portes micro, pequeno ou pequeno-médio.
Com R$ 3 milhões, o edital Produtividade e Competitividade – Inovações Tecnológicas e Organizacionais para Incremento da Produtividade e Competitividade nos Setores Produtivos contempla instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos.
As propostas podem estar inseridas em qualquer setor de atividade produtiva, como rural (pecuária e agrícola), industrial, tecnologia da informação, meio ambiente, administração, comércio e marketing, entre outros.
As senhas para participação podem ser solicitadas até o dia 30 de junho e os projetos deverão ser inscritos até ás 18h do dia 07 de agosto, pelo site do BNB no endereçowww.bnb.gov.br/fundeci.
Os editais podem ser acessados no endereço: www.bnb.gov.br/aviso-etene-fundeci.
O resultado será divulgado em novembro.
fonte do blog de pauta aberta

sexta-feira, 2 de junho de 2017

PRESIDENTES DOS STTRs JUNTOS DE ANGICOS E FERNANDO PEDROZA

Nesta Sexta Feira o Presidente do STTR de Fernando Pedroza e atual Vereador do referente município - Kleverlan Felix, esteve presente no STTR de Angicos/RN, e Conversou com o Presidente IVANALDO ROGERIO, onde falaram sobre a situação do País, referente as reformas e tambem sobre a situação do HOMEM E A MULHER DO CAMPO. 
E ao final falou sobre a Câmara Municipal de Fernando Pedroza, onde Kleverlan Felix, é vereador e ta fazendo grandes trabalhos em prol do homem e da mulher do campo.
PRESIDENTE DO STTR DE ANGICOS - ANGICOS
PRESIDENTE DO STTR E ATUAL VEREADOR DE FERNANDO PEDROZA - KLEVERLAN

DOIS PRESIDENTE QUE DEFENDEM E LUTAM 
PELO HOMEM E A MULHER DO CAMPO

SINDICALISTAS FIRME E FORTE EM PROL 
DA AGRICULTURA FAMILIAR

O Governo Federal lança PLANO-SAFRA DA AGRICULTURA FAMILIAR 2017/2020 sem as bases reais para garantir a sua implementação







FOTO: Ascom MDA



No dia 31 de maio de 2017, o Governo Federal lançou o novo Plano-Safra da Agricultura Familiar para o período de 2017-2020, não atendendo às duas principais demandas da CONTAG: a) volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); b) redução das taxas de juros do Pronaf Crédito. Por outro lado, o plano rompe com a lógica do ciclo anual de planejamento para garantir conformidade com a atual política de congelamento dos gastos públicos para os próximos vinte anos.

Dentre as principais medidas anunciadas destacam-se: a mudança na metodologia de Plano-Safra Anual para Plurianual; a criação do Cadastro da Agricultura Familiar; a manutenção das regras atuais de funcionamento do Pronaf. Entretanto, dado o cenário político de instabilidade que passa o Brasil, o anúncio dessas medidas sem as bases reais para implementá-las vai requerer do Movimento Sindical muito mais esforço, atenção e cobrança permanente.

Apesar de ser lançado o Plano Safra 2017-2020, a previsão de recursos não foi projetado para o período, mas apenas para a safra 2017-2018. Assim, essa mudança carecerá ser amadurecida para se ajustar ao Plano Plurianual (PPA) vigente que termina em 2019. Esse ajuste deverá contemplar ações e recursos financeiros para consolidar a implementação do Plano-Safra.

Análise das Principais Medidas anunciadas no Plano-Safra da Agricultura Familiar 2017/2020

1) A metodologia Plurianual do Plano-Safra da Agricultura Familiar: para a CONTAG, o anúncio de uma metodologia plurianual para o Plano-Safra da Agricultura Familiar sinaliza um passo positivo na direção de uma Política de Desenvolvimento do Brasil Rural (PDBR), conforme decisões da 1ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (1ª CNDRSS). Para a CONTAG, o Governo Federal precisa criar condições efetivas para o financiamento do desenvolvimento da Agricultura Familiar no contexto do Desenvolvimento Rural, considerando as potencialidades sociais, culturais, econômicas e ambientais das macrorregiões e biomas brasileiros, em especial, destinando recursos do Orçamento Geral da União - OGU para garantir processos de inovação com infraestrutura, assessoramento tecnológico e acesso aos mercados. Sem essas condições efetivas de implementar os Planos-Safras Plurianuais, em especial pelos cortes previstos nos orçamentos do Governo Federal, o anúncio não passará da intencionalidade meramente política.

2) O Cadastro da Agricultura Familiar (CAF): passadas duas décadas da criação do Pronaf, muitos foram os avanços e conquistas em Programas e Políticas Públicas para a Agricultura Familiar, que ampliaram-se para muito além do Crédito Rural. Hoje, são cerca de 20 programas e políticas públicas, a exemplo do Minha Casa Minha Vida Rural, Previdência e Assistência Social Rural, Educação do Campo, Seguro, Garantia de Preços, Garantia Safra, PAA, PNAE, Cooperativismo, etc., tornando a Declaração de Aptidão ao Pronaf um instrumento insuficiente para garantir o controle efetivo e qualificado do acesso dos beneficiários as estas políticas públicas e programas.
O Decreto 9.064, de 31 de maio de 2017, regulamenta a Lei 11.326/2006, conhecida por “Lei da Agricultura Familiar”. O mesmo Decreto ainda cria o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) que substituirá a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Trata-se de uma demanda da CONTAG, pautada no GTB/2015, que levará o Governo Federal a tomar medidas estruturantes como, por exemplo, fortalecer a estrutura Ministerial para garantir que o CAF seja obrigatório para todos os estabelecimentos de agricultores(as) familiares; qualifique a renda e infraestrutura de capital produtivo e não-produtivo; identifique a posse e domínio dos imóveis que compõem o estabelecimento familiar de produção rural; identifique e qualifique os(as) integrantes da Unidade Familiar de Produção Rural (crianças, jovens, adultos e idosos); contemple dados de localização geodésica do estabe¬lecimento; os custos de implantação e manutenção sejam subsidiados pelo Governo Federal.

3) O Pronaf Crédito no período de 2017/2018: o Governo Federal manteve as atuais taxas de juros das linhas do Pronaf Crédito. Dada a conjuntura de incertezas na política nacional, na Pauta de Negociação de Políticas Agrícolas para Agricultura Familiar para o período 2017/2018, a CONTAG havia reivindicado uma redução nas atuais taxas de juros do Pronaf Crédito de 5,5% e 2,5% ao ano para 4,0% e 2,0% ao ano, além de solicitar a inclusão do Pronaf Produtivo Orientado (PPO) nas linhas especiais com juros de 2,0% ao ano.

3.1. Volume dos Recursos: estão previstos R$ 30 bilhões para financiamento do Plano-Safra da Agricultura Familiar no período de julho de 2017 até junho de 2018. Muito embora nos últimos anos o volume dos recursos efetivamente aplicados no Pronaf Crédito tenha permanecido estável, não ultrapassando R$ 24 bilhões/ano, é importante esclarecer que há uma tendência de concentração desses recursos em estabelecimentos mais consolidados. Ou seja, os recursos do Pronaf Crédito estão sendo direcionados pelos agentes financeiros e de ATER para benefício de famílias que apresentam garantias reais. Este processo acaba por excluir a grande maioria dos estabelecimentos da Agricultura Familiar do Crédito Rural, revelando a necessidade de revisão dos atuais critérios de financiamento a fim de garantir a inclusão produtiva dessas populações.

3.2. Ajustes no Manual de Crédito Rural (MCR): de modo geral, as regras atuais de funcionamento do Pronaf Crédito foram mantidas mostrando um forte recuo da posição inicial da equipe econômica do Governo Federal que era de nivelar por cima, em 5,5% ao ano, as taxas de juros das principais linhas do Pronaf Crédito. Isto significa que foram mantidas as linhas especiais de financiamento da produção de alimentos na agricultura familiar em 2,5% ao ano. Entretanto, é importante lembrar que o cenário aponta para uma situação não consolidada no Governo Federal e que pode ser revertida a qualquer momento.

Vejam as principais alterações no MCR:

a) Aquisição de Máquinas, Equipamentos e Implementos (MCR 10-1-38-a): para itens que não constem da relação de Credenciamento de Fabricantes Informatizados do BNDES, o limite passa de R$ 5 mil para R$ 10 mil, por item financiado;
b) Importação de Máquinas, Equipamentos e Implementos (MCR 10-1-38-c): está autorizada a importação desde que não haja fabricação no Brasil;
c) Aquisição de Animais para recria e engorda MCR 10-4-2-f: acaba o limite de R$ 20 mil por beneficiário, bastando comprovar tecnicamente a viabilidade do financiamento. Esta decisão coloca em xeque o controle na aquisição de animais, processo que havia sido estancado ao impor o limite de R$ 20 mil;
d) Altera os prazos de 5 para 10 anos incluídos até três anos de carência os seguintes itens (MCR 10-5-5-e): adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais, incluindo a correção da acidez e da fertilidade do solo e a aquisição, transporte e aplicação dos insumos para essas finalidades; formação e recuperação de pastagens, capineiras e demais espécies forrageiras, produção e conservação de forragem, silagem e feno destinados à alimentação animal;
e) Crédito para Integralização de Cotas-Partes (MCR 10-12-c): aumenta de R$ 20 mil para R$ 40 mil o limite de financiamento de Cotas-Partes por beneficiário associado a cooperativas de produção agropecuária na Agricultura Familiar, sendo que o limite por Cooperativa passa de R$ 20 milhões para R$ 40 milhões;
f) Microcrédito Produtivo Rural - Grupo “B” (MCR 13-1-c): quando utilizada a metodologia do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), o limite por beneficiário no Pronaf “B” passa de R$ 4 mil para R$ 5 mil por acesso, limitado a três acessos, totalizando até R$ 15 mil;
g) Pronaf Eco (MCR – 10-16-1-e): amplia os prazos de financiamento para a silvicultura, entendendo-se por silvicultura o ato de implantar ou manter povoamentos florestais geradores de diferentes produtos, madeireiros e não madeireiros, para até 12 anos, com até 8 anos de carência, que podem se elevar para 16 anos, no caso de financiamento com recursos dos Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para as demais atividades da linha, terão prazos de até 10 anos, incluídos até 5 anos de carência;
h) Seguro da Agricultura Familiar – SEAF (MCR 16-10): ampliação da cobertura de renda líquida de R$ 20 mil para R$ 40 mil, que passou a vigorar desde Janeiro de 2017, garantindo até 80% da receita bruta esperada na agricultura familiar, além de incluir todas as culturas financiadas no Pronaf. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em dezembro de 2016, por meio da Resolução CMN 4.547, e ampliou a cobertura de 50 para mais de 150 culturas.

3.3. Outras conquistas recentes no âmbito da Agricultura Familiar: 
a) Garantia-Safra: não houve nenhum anúncio objetivo sobre o programa, possivelmente acontecerá na próxima reunião Ordinária do Comitê Gestor do programa que está prevista para o próximo dia 06/06/2017.
b) Projeto Dom Helder Câmara (PDHC): apesar de haver previsão para atendimento de 60 mil famílias no âmbito do PDHC, durante reunião do Conselho de Administração da ANATER foi informado que serão atendidas 63 mil famílias em 11 estados compreendidos nas áreas de abrangência da SUDENE e do Semiárido, com a inclusão de 3 mil beneficiários nos assentamentos do INCRA;
c) Política Nacional de Crédito Fundiário (PNCF): O PNFC teve uma melhoria considerável no valor do crédito que passa dos atuais R$ 80 mil para R$ 140 mil. A ampliação do prazo de pagamento de 20 para 25 anos com três anos de carência e aumento da renda de R$ 15 mil para R$ 30 mil reais. No entanto, não foi ampliado o teto do patrimônio para ter acesso ao programa.

4) Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER): a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) 2017 previa um montante de R$ 237 milhões para ATER e, com o corte de 46%, ficará em R$ 128 milhões, coincidindo com o número de famílias previstas a serem atendidas de acordo com o anúncio do Plano-Safra, ainda em 2017. Vale salientar que o Governo Federal está assinando o Pacto pela ATER com os Governos Estaduais para regular o repasse direto de recursos para contratação dos serviços das empresas estatais. As empresas privadas continuarão participando das próximas chamadas públicas. A destinação de recursos de ATER deverá ser de até 60% para as empresas estatais e, no mínimo, 40% para as empresas privadas. Todas as empresas serão credenciadas com base nas novas regras que apresenta, entre outras, três principais mudanças: a) o tempo de criação e experiência da prestadora de serviços diminui para 1 (um) ano; b) a experiência poderá ser comprovada por declaração de um ente governamental ou não governamental com o qual a prestadora tenha realizado serviços de ATER; e c) o credenciamento em qualquer unidade da federação permitirá que a prestadora concorra a chamadas públicas em todo o território nacional.

Ainda, na assistência técnica, está prevista Chamada Pública para a “ATER Mais Gestão” que deverá atender 1.012 Cooperativas e Associações da Agricultura Familiar para potencializar a produção, processamento e comercialização.
FONTE: Secretaria de Política Agrícola da CONTAG

Junho começa com a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves armazenando menos de 19% de água




O mês de junho começou e o maior reservatório de água do Rio Grande do Norte – a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves no Vale do Açu chega ao sexto mês de 2017 armazenando apenas 18,57% da sua capacidade total. O dado foi divulgado nesta quinta-feira, pela chefia da representação local do Departamento Nacional de Obras Contra às Secas (DNOCS).

A mesma fonte revela que com esse percentual o acúmulo de água é de 455 milhões, 591 mil e 400 metros cúbicos e que a situação se mantém crítica. A vazão liberada nas válvulas dispersoras – comportas para garantir a perenização do rio Piranhas-Açu é de cinco metros cúbicos (cinco mil litros) por segundo.

Enquanto a Barragem continua nesse patamar que a mantém em situação crítica o Açude Público do Mendubim está vivenciando um momento bem melhor. O manancial acumula atualmente 44 milhões 193 mil 806 metros cúbicos o que representa 57,88% do que este é capaz de armazenar.

fonte do blog de angicos news

TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO CHEGANDO - A Região Central vai parar de sofrer com falta d'água






Uma boa notícia para o estado do Rio Grande do Norte está sendo dada pelo governo federal com relação a transposição do Rio São Francisco.


O Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco traz água para os estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.


No percurso das estações de bombeamento, a água passará por reservatórios nas cidades pernambucanas de Cabrobó, Terra Nova, Salgueiro e Verdejante. O equipamento acionado tem capacidade de bombear até 14 m³ por segundo.


Por meio do Eixo Norte, a água será levada para os rios Brígida (PE), Salgado (CE), do Peixe e Piranhas-Açu (PB e RN) e Apodi (RN), garantindo o fornecimento para os açudes Chapéu (PE), Entremontes (PE), Castanhão (CE), Engenheiro Ávidos (PB), Pau dos Ferros (RN), Santa Cruz (RN) e Armando Ribeiro Gonçalves (RN).


Ai é que nossa sofrida região Central será favorecida, pois a água que chega vai ser perene e não sofreremos mais com rodízios ou estiagens.


Estão em construção, somente no Eixo Norte do projeto, cerca de 260 km de canais, 3 estações de bombeamento, 9 aquedutos, 3 túneis e 17 reservatórios. O maior reservatório de todo o PISF está localizado no Eixo Norte.


No Rio Grande do Norte, o Projeto de Integração do São Francisco vai garantir o abastecimento seguro para 94 municípios, com 1,2 milhão de habitantes, por meio do aumento da garantia da oferta de água dos açudes Santa Cruz e Armando Ribeiro Gonçalves e da perenização de todos os trechos dos rios Apodi e Piranhas-Açu, em associação com uma rede de adutoras que vem sendo implantada.


Além disso, haverá ampliação da disponibilidade hídrica dos maiores trechos dos rios Apodi e Piranhas-Açu, situados a montante dos açudes Santa Cruz e Armando Ribeiro Gonçalves, estabelecendo uma fonte hídrica permanente para as populações de mais de 50 municípios localizados nessas duas bacias hidrográficas.


A Transposição do Rio São Francisco é uma luta iniciada por Aluízio Alves, como Ministro da Integração Nacional no Governo de Itamar Franco.
fonte do blog de carlos costa