segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sem água há 7 dias, moradores de Angicos recorrem aos açudes do municípios.


Com as torneiras vazias e, sem fornecimento de água há 7 dias, moradores do município de Angicos tem recorrido aos mananciais da Cidade na luta para conseguir água.

Tal episódio se deu em virtude da Adutora Sertão Central-Cabugi se romper entre as cidades de Angicos e Lajes. Com o rompimento, o abastecimento de água foi interrompido em vários municípios da Região Central do Estado.

A população teve que armazenar água em baldes para enfrentar a falta d’água. Carros-pipas estiveram durante todo o domingo (13), captando água do açude caraúbas (Açude da CAERN), para abastecer casas nos bairros do município.

A equipe do Blog Angicos Notícias visitou o local para mostrar o episódio. Para se ter uma ideia,  Carros-pipas de outros municípios se deslocaram para Angicos no intuito de captar água, foi o caso da cidade de Lajes.

Moradores reclamam que estão tendo que racionar água ao máximo, usando até mesmo copos descartáveis, por não ter como se quer lavar um copo devido à falta d’água. “A gente economiza nos copos, usando o descartável, [agora] as panelas [ficam] sujas, fogão [fica] sujo, mas, a taxa vem todo mês. Isso é o cumulo!”desabafou um dos moradores do Bairro Jaime Batista irritado.

Outra situação um tanto deturpada é observar que existem pessoas lavando veículos dentro do reservatório. Crime ambiental! O açude deve ser preservado, pois decorrente da estiagem prolongada, pode acontecer da Cidade recorrer aos mananciais para abastecimento.

Agraciado por Deus, o município de Angicos foi o que registrou a maior incidência de chuvas durante o ano segundo dados dos institutos meteorológicos. Todos os reservatórios da Cidade transbordaram.[RELEMBRE AQUI], [RELEMBRE AQUI], [RELEMBRE AQUI],[RELEMBRE AQUI].

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) anunciou que todos os procedimentos estão sendo feitos na intenção de normalizar o abastecimento d’água em toda região.

Os moradores esperam que o abastecimento seja normalizado em breve.
fonte do blog de angicos noticias

COMUNIDADE VELHO TOMAZ, ZONA RURAL DE FERNANDO PEDROZA CELEBRA MISSA DE SANTA LUZIA - PADROEIRA DA COMUNIDADE

Neste domingo, O PADRE SEVERINO da IGREJA CATOLICA DE ANGICOS e FERNANDO PEDROZA, celebrou na comunidade VELHO TOMAZ, a missa de SANTA LUZIA padroeira da comunidade, e contou com a presença de varias lideranças dos municipios vizinhos, dentre eles: o PRESIDENTE DO STTR DE ANGICOS - IVANALDO ROGERIO E O PREFEITO DE LAJES - BENES LEOCADIO.
Ja a varios anos acontece a celebração da missa, e a população rural da comunidade vem sempre aumentando. ao final o Padre Severino agradeceu o apoio e empenho de todos.

PADRE SEVERINO CELEBRA A MISSA

PRESIDENTE DO STTR DE ANGICOS - IVANALDO ROGERIO
PRESENTE NA MISSA

PADRE SEVERINO

POPULAÇÃO PRESENTE

PADROEIRA DA COMUNIDADE SANTA LUZIA

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Caern emite nota sobre falta de água em Angicos e mais sete cidades atendidas pela adutora Sertão Central-Cabugi.













Em nota que foi postada no site oficial da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), assinada pelo jornalista Paulo Freire que é o assessor de comunicação social da empresa, relata os motivos que levaram a interrupção no fornecimento do precioso liquido em nossa cidade, como também em outras 7 cidades que são atendidas pela adutora sertão central-cabugi.

Vamos acompanhar na integra o conteúdo na nota oficial da estatal responsável pelo fornecimento de água em nosso estado:

A estiagem tem provocado sucessivas dificuldades de abastecimento. Nos últimos dias, o Canal do Pataxó, que é responsável por trazer água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves para a adutora Sertão Central-Cabugi, está com o volume muito baixo, dificultando que a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) capte água.

Além disso, na noite desta quarta-feira (09), a adutora se rompeu entre Angicos e Lajes, devido à quebra de um pilar de sustentação que cedeu. A empresa trabalhará durante o dia de hoje no conserto. Devido a esta dificuldade, a adutora, que atende aproximadamente 45 mil pessoas nos municípios de Angicos, Pedro Avelino, Lajes, Pedra Preta, Riachuelo, Fernando Pedroza, Caiçara do Rio dos Ventos e Jardim de Angicos, além de 32 comunidades rurais, está paralisada, devendo retomar o fornecimento até o fim de semana com volume reduzido. A Caern instalou mais uma bomba no sistema junto a um gerador, no intuito de ampliar a vazão.

A empresa trabalha também para instalar uma nova tubulação. Contudo, com o agravamento da seca, o fornecimento de água através do sistema fica cada dia mais difícil. A Caern solicita que a população utilize água de forma racional, buscando prolongar o uso da água disponível.
fonte do blog de angicos news

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

visita projeto para reuso de água


Desde que retornou de uma recente viagem a Israel, representando o SENAR/RN numa missão oficial para conhecer tecnologias de ponta de reuso de águas para a agricultura, o zootecnista Josimar Torres Gomes está ainda mais convicto.
Para ele é possível, sim, guardadas as devidas proporções, adaptar a mesma tecnologia entre pelo menos 20 agricultores da região central potiguar, onde os efeitos da seca castiga os produtores.
Nesta quarta-feira (2) o experimento de Josimar, que acontece na propriedade do produtor Edmar Victor de Lima, em Lajes, com algumas variedades de palma, sorgo e leguminosas irrigadas por gotejamento com águas cinza reutilizadas, recebeu a visita do presidente do sistema FAERN/SENAR, José Vieira.
Doutor em produção animal, desde que iniciou o trabalho, em março deste ano, Josimar tem buscado ampliar a visibilidade do projeto na tentativa de angariar o apoio inicialmente dos agricultores da região e da prefeitura de Lajes, onde o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Militão, que também é vice-presidente do sistema FAERN/SENAR, é um grande entusiasta da iniciativa.
Israel é referência mundial em irrigação na agricultura e pesquisa agrícola, apesar de o país não dispor de grande quantidade de recursos hídricos, principalmente por estar situado em uma região desértica. Sua tecnologia de ponta, porém, garante o abastecimento de água tanto para a população quanto para a produção de alimentos.
Fonte: SENAR/RN
fonte do blog de robson cabugi

Parlamentares do RN têm encontro com ministra Kátia Abreu


felipe_bancada
Na tentativa de enfrentar as consequências da longa estiagem no Nordeste, a senadora Fátima Bezerra e o coordenador da bancada do Rio Grande do Norte, deputado Felipe Maia, participaram, nesta quarta-feira (9), de reunião com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para solicitar a prorrogação das dívidas de crédito rural dos agricultores e produtores com instituições financeiras, que vence no próximo dia 31. A reunião contou a presença de outros deputados e senadores da bancada do Nordeste.
Na audiência, a senadora Fátima entregou à ministra ofício da Comissão de Produtores Rurais das Dívidas do Nordeste e do Rio Grande do Norte solicitando a prorrogação da validade da Lei 12.844 de 2013. “A seca tem causado há mais de 4 anos prejuízos enormes para as famílias que sobrevivem da atividade rural. A prorrogação do prazo é imperativo”, defendeu a senadora.
Para o deputado Felipe Maia, a reunião foi mais um passo da bancada da região na tentativa de garantir a renegociação das dívidas dos produtores rurais. “A ministra se sensibilizou com a importância do tema e destacou na reunião que o Ministério da Agricultura tem algumas pautas principais, entre elas, o Nordeste e as consequências da crise hídrica”, disse.
fonte do blog de robson pires

A Seca e as Políticas Públicas'


Foto: Arquivo Pessoal
A região Nordeste do Brasil ocupa uma área de 1.561.177 km², correspondente a 18,27% do território brasileiro, dos quais cerca de 962.857 km² situa-se no polígono das secas. A região que compreende esse polígono engloba todos os estados do Nordeste (exceto o Estado do Maranhão, o Distrito de Fernando de Noronha e algumas áreas úmidas do Nordeste), além do norte de Minas Gerais e o norte do Espírito Santo e abriga uma população de cerca de 55.957.978 habitantes, equivalente a 27,37% do total nacional, sendo que 47.228.533 dessa população vive na zona urbana, o que corresponde a 84,4% e somente 8.729.445, ou seja, 15,6% na zona rural. (IBGE, 2015). A região Nordeste possui uma população absoluta elevada, o mesmo não acontece com a população relativa (cerca de 34,1 hab./km²), ou seja, a densidade demográfica é baixa (método que avalia a quantidade de habitante por km² em um determinado território), isso acontece pelo fato da região ocupar uma extensa área territorial. Segundo o IBGE, a região Nordeste concentra a maior parte das pessoas na abaixo da linha de extrema pobreza – 9,61 milhões ou 59,1%. Destes, a maior parcela (56,4%) vive no campo, enquanto 43,6% estão em áreas urbanas. A região Sudeste tem 2,72 milhões de brasileiros em situação de miséria seguido pelo Norte, com 2.63 milhões, pelo Sul (715,96 mil) e o Centro Oeste (557,44 mil). O contingente de brasileiros que vive em condições de extrema pobreza, 4,8 milhões tem renda nominal mensal domiciliar igual à zero, e 11,43 milhões possuem renda de R$ 1,00 a R$ 70,00, pra esse tecido social, se faz necessário à adoção de politicas públicas, que garanta a transferência de renda, acesso a serviços públicos (saúde e educação), e inclusão produtiva, resgatando esses brasileiros da miséria. Muitos sertanejos migram para os principais centros urbanos localizados na sub-região (Zona da Mata e Agreste), fugindo da seca, miséria e falta de perspectiva do sertão. Na esperança de uma vida melhor vão para as grandes cidades nordestinas, como Salvador, Fortaleza, Recife e Natal, e, como não possuem recursos, buscam moradias em bairros desprovidos de infraestrutura e marginalizados, agravando ainda mais os problemas sociais e urbanos. A desigualdade não acontece somente quanto à distribuição geográfica da população, mas também entre os próprios habitantes, enquanto a maioria da população sobrevive de maneira precária, existe uma estreita camada da elite nordestina que vive nos mais altos padrões de vida e consumo. O Nordeste apresenta algumas singularidades do cenário geoeconômico brasileiro. Aqui vive mais da metade da população pobre do país, ou seja, algo em torno de 9,61 milhões de nordestinos vive em extrema pobreza. Em termo geográfico a região mostra-se bastante heterogênea, apresentando grande variedade de situações físico-climáticas. Dentre estas se destaca a zona semiárida, que, além da sua extensão de 889.870 km² (cerca de 57% do território nordestino), singulariza-se por ser castigada periodicamente por secas. As secas podem ocorrer sobre a forma de drástica diminuição ou de concentração espacial e/ou temporal da precipitação pluviométrica anual. Quando ocorre uma grande seca como a que estamos vivenciando, a produção agrícola se perde, a pecuária é debilitada ou dizimada e as reservas de água de superfície se exaurem, além das perdas não mensuráveis (desânimo, impotência, baixa autoestima, etc.). Nestas condições, as camadas mais pobres da população rural tornam-se inteiramente fragilizada, impotente e vulnerável ao fenômeno climático. Historicamente, a sobrevivência desses contingentes de pessoas tem dependido, seja das políticas oficiais de socorro, seja do recurso à emigração para outras regiões ou para as áreas urbanas do próprio nordeste. É possível que nos tempos de D. Pedro II o bordão português fosse expressão de compromisso com a verdade: “palavra de rei não volta atrás”. Foi com o propósito de ver cumprida a sua palavra que o generoso imperador, nos idos de 1877, ante a devastadora seca que assolava o nordeste, proclamou a sentença que viria abrir o dicionário de promessas para a região: “Não restará uma única joia na coroa, mas nenhum nordestino morrerá de fome”. Ao que se sabe, não faltou nenhuma joia na coroa do imperador. No entanto, milhares de nordestinos não resistiram à inclemência das grandes secas que assolaram o semiárido, uma das mais graves e lembradas foi aquela que compreendeu os anos 1877 á 1879, com quase três anos seguidos sem chuva, com perda de plantações, mortes de rebanhos e miséria extrema, também é lembrada a do século 20 (a de 1915, uma das mais devastadora e perversa). E hoje a cena se repete, se não morrem mais de fome, passam muitas necessidades a começar da falta de água. Nos últimos tempos o crônico problema emergiu sob manchetes que dão conta da pior seca dos últimos 100 anos – situação que ressuscita as agruras do passado, simbolizadas por caminhões pipa levando água para os municípios, filas de pessoas com balde na mão, lavouras dizimadas, carcaças de animais nas terras esturricadas, e pequenos rebanhos desfilando uma estética da fome. Os danos da seca começam a atacar o bolso e o estômago. O fato é que o efeito da seca já se faz sentir na economia nordestina, a denotar que os padrões da vida moderna e os bilhões despejados por governantes em obras de serventia duvidosa, não conseguem preencher as demandas das populações. Com o celular pregado ao ouvido enquanto espera a vez de pegar água na mangueira do caminhão-pipa, o moço de bermuda mais parece um insólito retrato da extravagância. Afinal, aquele aparelho de cores berrantes e som estridente destoam da cena que lembra a saga do passado, tão bem descrita por trovadores e imortalizada pelo cancioneiro maior do Nordeste, o de Luiz Gonzaga, ao puxar o lamento: “Quando a lama virou pedra/ e mandacaru secou,/ quando a Ribaçã de sede/ bateu asa e voou,/ foi aí que eu vim me embora/ carregando a minha dor”. (Torquato, 2012). O povo já não vai embora porque há algumas Políticas Públicas do Governo Federal na área do Trabalho, Previdência e Assistência Social (Ex: Bolsa Família), que atenuam as dores de quem vê a lama virar pedra. Dos 13.581.604 famílias que recebem Bolsa-Família, a concentração maior é no Sertão do Nordeste, onde 70% são assistidos pelo programa. Isso explica o contraste que se vê naquela fila da água: um traço do Brasil tecnológico, simbolizado pelo celular, ao qual 283,4 milhões de brasileiros têm acesso, com linhas de celulares ativas; e o desenho do País das grandes carências, dentre as quais a de água, que deixou de pingar nas torneiras de mais de 85% dos municípios da região. Como contemplar a moldura desconjuntada sem achar que nossa posição de sétima economia do mundo deixa transparecer um tecido roto, a imagem de um queijo suíço, cheio de furos? Às imagens entrelaçadas de passado e presente se soma o acervo verborrágico sobre a seca, pleno de promessas, feitos e realizações. Compreende-se a razão: a água, oxigênio da vida, oxigena também o oportunismo e ambições políticas. Transforma-se em discurso para as massas assoladas por sua escassez. Pratica-se, em seu entorno, o jogo político, um recheio de promessas vãs embalado no pacote de mazelas da cultura regional. A cada seca se expande a galeria de governantes autonomeados artífices da redenção do povo. A “solução” encontrada por todos eles, desde os tempos do imperador, tem sido a construção de pequenos e médios reservatórios. Políticas consistentes e efetivas passam ao largo, mesmo com conhecimento que a seca é um fenômeno cíclico e natural da região. No presente, o Nordeste brasileiro poderá passar por nove anos de estiagem. A projeção é do professor Luís Carlos Baldicero Molion, PHD em meteorologia e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas. Diante de tal prognostico que projeta ser a maior seca dos últimos 100 anos, o que vem se confirmando a partir de 2012. Em face de tais perspectivas, se faz necessárias atitudes e ações de caráter emergencial e duradouras pra região. Na campanha presidencial de 1950, Getúlio Vargas, ao discursar no Ceará, lembrava que seu governo, em menos de 15 anos (de 1930 a 1944), conseguira aumentar a capacidade de acumulação de água no Nordeste, de 630 milhões para 2 bilhões de m³, com a construção de 225 açudes. Gastara 15 milhões de cruzeiros. Juscelino Kubitschek, ao assumir a Presidência, em 1956, garantiu no discurso de posse: “Esta é a última seca que assola o Nordeste”. A garantia do presidente que inaugurou a barragem do Açude de Orós, na época o maior do País, evaporou-se como a água dos reservatórios. No ciclo da ditadura militar, o tratamento seguiu os trâmites ortodoxos: estado de calamidade pública nos municípios afetados e abertura de crédito extraordinário e frentes de trabalho. A era FHC fechou os olhos ao fenômeno, que acontece com intervalos próximos a dez anos, portanto cíclicos. Iniciou um tímido programa de alistamento para uma bolsa de emergência. O então presidente referiu-se poucas vezes à seca. “O povo do Nordeste e do norte de Minas deve encarar a seca, criando condições de enfrentamento no qual o cidadão será o vencedor”, dizia. No período do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abriu as esperanças. Os nordestinos imaginavam que um filho da região arrumaria a ideia para contornar o flagelo. Sacou ele de seu bornal a obra de transposição do Rio São Francisco, com a qual prometeu combater “a indústria da seca”. O empreendimento de Integração do Rio São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica do País e figura entre as 50 maiores construções em execução no mundo. Ela se destaca por executar mais de 470 quilômetros de obra linear. O projeto com previsão para sua conclusão em 2017 tem como meta beneficiar uma população estimada de 12 milhões de habitantes, em 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte assegurando a geração de emprego, promover a inclusão social, segurança hídrica e estimular a política de desenvolvimento sustentável. A guisa de conclusão histórica: e agora, presidente Dilma Rousseff, o que fazer para a região conviver, de maneira harmoniosa, com o fenômeno, em face á retração na atividade econômica e a crise política e o presente cenário da crise política e institucional que estamos atravessando para o futuro do Brasil? Por que regiões áridas do mundo acharam a solução para seu pleno desenvolvimento, como áreas dos EUA, de Israel (Deserto de Neguev), do México, do Peru, do Chile e do Senegal? Como integrar a moto, o celular, o óculos ray-ban, a quinquilharia made in China à paisagem real do País? Como dizer ao sertanejo Manoel e a sua mulher, Rosa, personagens de Deus e o Diabo na Terra do Sol, do genial Glauber Rocha, que eles não participam do filme De Volta para o Futuro? Porque o Governo Federal  e os governadores do Nordeste não dão prioridade aos assuntos dos recursos hídricos e da irrigação como alternativas, no contexto nacional e regional, assegurando a adequada coordenação, expansão e sustentabilidade das modalidades privadas e parcerias público-privada, sobretudo na região nordeste, traçando, portanto, uma efetiva política de desenvolvimento regional integrado, consubstanciada no preceito constitucional da redução das desigualdades regionais e sociais da Constituição Federal? A alternativa do potencial da agricultura irrigada utilizando tecnologia moderna, é a que mais gera emprego por real de investimento aplicado, para se ter uma ideia, o custo para geração de um emprego direto na agricultura irrigada é inferior a US$ 10 mil; na indústria de bens de consumo é de US$ 44 mil, no turismo, US$ 66 mil, na indústria automobilística, US$ 91 mil e na indústria química, de US$ 220 mil. Baseado nesses estudos estimou-se, para região semiárida, em várias condições de exploração da agricultura irrigada, que um hectare irrigado gera de 0,8 a 1,2 empregos diretos e 1,0 a 1,2 indiretos, de forma consistente e estável, contra 0,22 empregos diretos na agricultura de sequeiro. Assim, esta capacidade de gerar emprego por parte da agricultura irrigada contribui e tende ainda a contribuir para a diminuição do êxodo rural desordenado no Nordeste. (Souza, 1989). Além do fator de geração de emprego e melhoria de renda, colabora para evitar o êxodo para os já inchados centros urbanos, tendo impactos diretos na interiorização e desconcentração de investimentos no País, sobretudo nas regiões mais carentes. A viabilização da produção de alimentos com redução de riscos, gerando empregos e aumento de renda para o setor rural, faz da irrigação uma alternativa técnica, que deveria ter a sua utilização fomentada de forma racional para permitir o desenvolvimento socioeconômico de regiões brasileiras pouco favorecidas. “A adoção da agricultura irrigada pode significar o aumento sustentado da produção e produtividade agrícolas, a elevação dos níveis de renda e a conquista de melhoria das condições de vida da população rural, sendo fator importante para manutenção do homem no campo”. Pelo Brasil afora, se tem a ideia apressada e simplista que o fenômeno da fome no Nordeste é produto exclusivo da irregularidade e inclemência de seu clima, e tudo é causado pelas secas que periodicamente desorganizam a economia da região. Nada mais longe da verdade. Nem todo o Nordeste é seco, nem a seca é tudo, mesmo na área do sertão. Há tempos que tentamos demonstrar, para incutir na consciência nacional o fato que a seca não é o principal fator de pobreza ou da fome nordestina. Que é apenas um fator de agravamento da situação, cujas causas são outras. São causas mais ligadas ao arcabouço social do que aos acidentes naturais e as condições ou bases físicas da região. As políticas públicas destinadas a mitigar os efeitos da seca e os desníveis de exclusão social no nordeste devem priorizar, de imediato, mudanças nos padrões de acesso aos serviços essenciais e aos ativos produtivos proporcionando a população campesina uma vida com maior dignidade. Nessa perspectiva, com ações estruturantes e duradouras, como a exploração de poços artesianos ou profundos, potencial dos recursos hídricos, instalação de dessalinizadores, medidores de tarifa verde, irrigação, aproveitamento dos espelhos d’água para piscicultura, etc. “Não queremos convivência com a seca. Se juntarmos água e soluções técnicas teremos riqueza em abundância” (Júlio Lóssio), “Precisamos ir mais além do que as medidas emergenciais oferecidas pelo Governo Federal. Essas ações tratam os doentes, contudo, precisamos trazer saúde duradoura para os municípios, e isso só será possível, se tivermos água perene e ações efetivas”.
“A mesa do pobre é escassa, mas o leito da miséria é fecundo” – Josué de Castro.

* Antonio de Paula Batista, Técnico Agrícola e Economista.
fonte do blog de pauta aberta

sábado, 5 de dezembro de 2015

MOVIMENTO SINDICAL AMANHECE DE LUTO - PRESIDENTE DO STTR DE PEDRO AVELINO FALECE


O Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais amanheceu de luto hoje, pois perdemos um grande sindicalista e um grande defensor da agricultura familiar, o companheiro ALUISIO MACIEL - PRESIDENTE DO STTR DE PEDRO AVELINO/RN.
Seu falecimento ocorreu por causa de doença, provocado pelo Fumo, onde o mesmo tambem fazia HEMODIALISE.


O SEPULTAMENTO SERA AMANHA, AS 08:00, Saindo de sua residencia, de frente a Praça da Igreja de Pedro Avelino/RN.

Seu ALUISIO MACIEL foi um grande Sindicalista e sempre vai estar com nós, pois seu trabalho foi em prol de melhor condições para a agricultura familiar, estamos sentindo muito a falta do nosso companheiro, pois esta perca é dificil, mais estamos unidos para dar continuidade ao trabalhos do nosso companeiro de luta. São os sentimentos de todos que fazem o STTR de ANGICOS. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

MANIFESTO CONTRA O GOLPE DE EDUARDO CUNHA


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) vem manifestar sua profunda indignação com a atitude irresponsável e inconsequente do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha aceitando o pedido de abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Não existem provas de que a presidenta Dilma tenha cometido crime ou qualquer ato ilícito que tenha ferido a ética, a Constituição e o povo brasileiro. A “chantagem” do senhor Eduardo Cunha atenta contra a democracia e a idoneidade das instituições públicas, fundamentais para a estabilidade política e a governabilidade da nação.

É preciso que a sociedade brasileira, especialmente a classe trabalhadora, levante sua bandeira em defesa da democracia, da justiça social, contra a corrupção e cobre com veemência dos deputados federais e senadores da República respeito ao mandato dado, legitimamente, pelo povo brasileiro à presidenta Dilma Rousseff para governar o País.

Mais do que isso, exigimos dos senhores parlamentares que, no exercício dos seus mandatos, trabalhem para aprovar as medidas e reformas necessárias e urgentes para o Brasil superar a crise política e econômica e voltar a crescer com um desenvolvimento sustentável, gerando trabalho e distribuição de renda para o bem estar do povo brasileiro.

Brasília-DF, 3 de dezembro de 2015.

DIRETORIA DA CONTAG

Rio Grande do Norte precisa de 100 milhões de reais para enfrentar a seca


O governo estadual apresentou uma planilha de investimentos da ordem de R$ 100,9 milhões ao governo federal para ampliar a oferta de água potável à população do Rio Grande do Norte, que enfrenta escassez de recursos hídricos por conta de quatro anos de seca. Essa é a terceira vez que o governo Robinson Farias envia um plano de ação pra mitigar a sede na região semiárida do Estado, que agora contempla cidades em situação de colapso de água, ao invés de dez, como era em fevereiro, quando foi apresentado o primeiro plano emergencial ao Ministério da Integração Nacional com uma previsão de investimentos de R$ 63 milhões.

O secretário estadual de Recursos Hídricos, José Mairton de França, disse que os dois planos anteriores foram atendidos em parte pelo governo federal, que no começo do ano ficou de repassar cerca de R$ 4 milhões para abastecimento da zona rural por carros pipas. José M. de França admitiu que os outros planos de ação para minimizar os efeitos da seca, “foram elaborados sem a gente ter uma posição do governo federal sobre a definição das linhas de apoio, nem quais seriam a disponibilidade em relação a isso”.

Em relação a liberação dos recursos, França disse que não sabe “nem quando e nem quanto será”, mas o governo deu um prazo até ontem (30 de novembro) para o envio da planilha, por causa do  fechamento do orçamento de 2015 da União: “Os recursos viriam do orçamento deste ano, por isso a presidenta deixou esse prazo”. 

França reportou  que na reunião da presidente Dilma Rousseff com os governadores do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, no dia 19 de novembro, em Brasília, ficaram definidas cinco linhas de apoio parte do governo federal: aquisição de dessalinizadores; ampliação da operação carro pipa, agora para as zonas urbanas; compra de perfuratrizes e perfuração de poços de grande vazão de água e construção de uma adutora engate rápido para abastecimento de água de Caicó. No começo do ano, o pleito do governo estadual previa investimentos de R$ 63 milhões, incluindo a compra de ração animal, que o governo federal pôs fora das linhas de apoio. 

O secretário de Recursos Hídricos informou que o Estado pleiteia R$ 62 milhões para a construção de uma adutora de engate rápido para atender Caicó, que dentro de dois meses deixará de ser abastecida pelo açude Itans e até maio deve entrar em colapso de água, embora até exista oferta de água para uma parte da cidade a partir do Piranhas-Açu, com águas oriundas do complexo Coremas/Mãe-d’Água, na Paraíba.  Segundo França, o governo federal está priorizando apoio à Paraíba e Rio Grande do  Norte, principalmente, que serão os últimos estados do Nordeste a receberem águas da transposição do Rio São Francisco. França disse, ainda, que a continuar a previsão de seca por causa do fenômeno El Nino, o Estado só terá água disponivel em volume considerável das barragens de Umari, em Pendências; Santa Cruz, em Apodi e da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, em Assu, que se não chover mais “entrará em volume morto em setembro de 2016”.
Recursos
Estimativa para recursos hídricos
- Adutora de engate    R$ 62 milhões
- Dessalinizadores    R$ 9,9 milhões
- Perfuratrizes     R$ 7 milhões
- Perfuração/poços    R$ 22 milhões
- Total     R$ 100,9 milhões
Fonte - Semarh
fonte do blog de angicos news

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Programa de cisternas no semiárido nordestino enfrenta revés do ajuste fiscal

“Estamos trabalhando com recursos de 2014; recursos novos para o acesso a água em 2015 não existiram, o ajuste realmente segurou esses recursos”, afirma ativista da Articulação para o Semiárido (ASA)

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São Paulo – Depois de tornar viável a instalação de mais de 500 mil cisternas para captação de água de chuva no semiárido nordestino desde 2003, ano do início da primeira gestão do governo Lula, o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), realizado pela sociedade civil e apoiado com recursos do governo federal, enfrenta este ano o revés do ajuste fiscal, como outros programas sociais que nos últimos tempos têm sido fundamentais para o enfrentamento de uma seca histórica na região, que deve se estender pelo menos até 2018, segundo previsões do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em setembro, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, anunciou R$ 100 milhões para o programa até agosto de 2016, o que deve viabilizar mais 31 mil cisternas, mas esse recurso é a metade do que foi previsto na proposta orçamentária para o próximo ano, enviada pelo governo ao Congresso. E mesmo com R$ 200 milhões o programa ainda sofre cortes, já que em 2013 ele superou a marca de R$ 350 milhões, viabilizando cerca de 100 mil reservatórios. “Estamos ainda trabalhando com recursos de 2014; recursos novos para o acesso a água em 2015 não existiram, o ajuste fiscal realmente segurou esses recursos”, afirma a coordenadora Valquíria Lima, da Articulação para o Semiárido (ASA), organização não governamental que executa o programa.

“A única coisa que deu certo no semiárido em séculos é essa captação de água de chuva por meio da articulação da sociedade civil”, afirma o membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Roberto Malvezzi, que luta pelo direito à água em Juazeiro, na Bahia. Por conta do sucesso do programa, foram minimizados nos últimos 12 anos, e em alguns locais até eliminados, problemas seculares como os movimentos migratórios em função da escassez de água, os saques em busca de alimentos e a mortalidade infantil. “Como é que um governo que diz defender direitos humanos faz isso em nome do ajuste fiscal”, indaga Malvezzi, para quem os cortes em programas sociais “representam pouco dinheiro diante dos R$ 180 bilhões que o governo está prometendo para o Agronegócio”.

Outro programa destinado à instalação de cisternas, mas voltado à água para o plantio de alimentos, também encara os prejuízos do ajuste. “Houve apenas um aditivo para o programa de água de produção, um aditivo de recursos do ano passado, que a gente está em execução”, diz Valquíria, destacando que esse recurso, de R$ 75 milhões, deve ter liberados neste ano cerca de R$ 6 milhões. Ela também diz que dos R$ 100 milhões anunciados pela ministra em setembro a parcela inicial de investimento deve ser de R$ 15 milhões.

Por conta do cenário de ajuste fiscal que comprime também outras frentes de inclusão social, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), voltado à agricultura familiar e que sofreu corte de 65% neste ano e também enfrentará essa situação em 2016, e os cortes no setor de saúde, na reforma agrária e até mesmo no orçamento do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), órgão de pesquisa ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCT), os movimentos populares que atuam no semiárido realizaram uma mobilização com 20 mil pessoas em Juazeiro e Petrolina em 17 de novembro.

Da mobilização, surgiu um documento assinado, além da ASA, pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA); Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB); Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag); Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf); Movimento dos Sem Terra (MST); Marcha Mundial das Mulheres; Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MMTR-NE) e Levante Popular da Juventude.

“Exigimos que sejam retirados do bojo do ajuste todos os cortes que dizem respeito às políticas sociais, indispensáveis para manter os programas, ações e sua amplitude, capaz de atender às demandas da população. Sem a implementação forte e intensa destas ações e políticas, dificilmente conseguiremos nos manter fora do Mapa da Fome da ONU”, afirma o documento, destacando o combate à fome como uma das principais realizações da sociedade brasileira nos últimos 12 anos. “Por isso, vamos lutar e defender a manutenção e ampliação de nossos direitos e das políticas públicas que conquistamos com muito sofrimento. Não vamos permitir o retrocesso, a volta da fome e da miséria no Semiárido e no Brasil.”

Transposição e preocupação

A situação de crise de água no semiárido é tão drástica que no momento em que o governo federal comemora a realização de perto de 70% da obra de transposição do rio São Francisco, as comunidades simplesmente não veem como celebrar essa marca, já que transposição parece ameaçada pelo risco de morte do principal rio da região. De uma vazão histórica de 3 mil metros cúbicos por segundo, o rio apresenta atualmente apenas 900 metros cúbicos, de acordo com Malvezzi, da CPT. Na barragem de Sobradinho, o nível da água está em 2,5%. O nível médio de água nos reservatórios do semiárido está em 17%. “A situação do rio é alarmante, porque este ano houve até nascente que secou, isso nunca havia acontecido, em várias cidades e regiões a situação é gritante”, afirma Valquíria.

De acordo com as entidades mobilizadas, é urgente que as autoridades tenham sensibilidade para a revitalização do rio São Francisco, restabelecendo suas nascentes, matas ciliares e eliminando as irrigações predatórias. Os movimentos defendem que todos os processos de retirada de água do rio sejam bloqueados, para que sua produção seja voltada apenas ao consumo humano e animal. As irrigações absorvem cerca de 70% do consumo de água. O pleito dos movimentos conta com respaldo da Lei 9.433/97, que prevê prioridade para o consumo humano e dessedentação animal em caso de escassez no rio São Francisco.

Os movimentos também estão combatendo um projeto mirabolante, defendido pelas mídias das cidades do semiárido, que é a transposição das águas do rio Tocantins para o São Francisco, uma proposta “absurda e desprovida de senso críticos”, segundo o documento que os movimentos pretendem entregar à presidenta Dilma Rousseff. “Nós estamos tentando ainda uma audiência para que a gente coloque a situação do semiárido, que todas as conquistas não podem retroceder, pois o nosso lema é 'semiárido vivo, nenhum direito a menos', e a gente espera também que esse mínimo seja garantido em 2016”, afirma Valquíria.

Saiba mais:

País precisa restaurar 'ciclo das águas' para enfrentar crise de dimensão nacional


Stefanya Neves
Assessora Pedagógica | ASA Potiguar

Marcha em defesa do SUS marca abertura da 15ª Conferência Nacional de Saúde


A CONTAG, juntamente com várias organizações do campo e da cidade vão impactar Brasília-DF, nesta terça-feira (01 de dezembro), com a Marcha em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que traz como tema central “Saúde e Democracia”. A concentração será ás 14h no Museu da República.
A Marcha integra a programação da 15ª Conferência Nacional de Saúde, que será aberta oficialmente nesse mesmo dia ás 19h no Centro de Convenções Ulisses Guimarães. A previsão é que estejam presentes mais de 5 mil delegados e delegadas de todo o País, incluindo também os(as) do nosso meio rural, na perspectiva de debater, refletir e propor transformações significativas que garantam saúde pública de qualidade para população.

"São reivindicações da CONTAG e de outras organizações sociais, que sejam pontuadas durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde: o posicionamento contra o corte de R$ 16 bilhões, previsto para 2016 no orçamento destinado à saúde; o subfinanciamento crônico do SUS e a reivindicação de mais recursos para o setor, por meio, também, da aprovação da PEC 01/2015", destaco o secretário de Políticas Sociais da CONTAG, José Wilson Gonçalves.

A proposta traz de volta o Projeto Saúde +10, de iniciativa popular, que obriga a União a investir 10% da receita corrente bruta na saúde pública. A PEC 01 destina, de forma progressiva, 15%, no primeiro ano, até 18,7%, no quinto ano, da Receita Corrente Líquida para a saúde, com o montante final correspondente aos 10% das Receitas Correntes Brutas pleiteadas pelo Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública.

A 15ª Conferência Nacional de Saúde, vai até o dia 4 de dezembro, no centro de Convenções Ulysses Guimarães, na capital federal, sob o tema “Saúde Pública de Qualidade para Cuidar Bem das Pessoas: Direito do Povo. O evento que promovido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), que tem a frente uma representante da nossa Confederação, a presidenta Socorro Souza, foi convocado pela prória presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, para reafirmar e fortalecer a participação social no processo de formulação das políticas públicas para a área.

PROGRAMAÇÃO 15ª CONFERÊNCIA

01 DEZEMBRO – TERÇA
9h às 18h – Credenciamento
10h às 12h – Atividades Autogestionadas
14h – Marcha em Defesa do SUS, com concentração no Museu da República, seguida de Caminhada.
16h30 – Ato em Defesa do SUS, em frente ao Congresso Nacional.
19h — Cerimônia de Abertura, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

02 DE DEZEMBRO – QUARTA
9h às 14h – Credenciamento
8h às 10h – Mesa de ABERTURA “Reformas Democráticas e Defesa do SUS”
Local: Auditório PRINCIPAL (Sala 1)
Marcelo Castro – Ministro de Estado da Saúde
Jandira Feghali – Deputada Federal (PC do B/RJ)
Marcio Pochmann – Fundação Perseu Abramo
10h30 às 12h30 – DIÁLOGOS TEMÁTICOS
1 – DEMOCRACIA, PARTICIPAÇÃO E COMUNICAÇÃO PARA O SUS
Local: – Sala 2
Maria do Socorro de Souza – Presidenta do Conselho Nacional de Saúde
Marcelo Lavenere – OAB/Comissão de Justiça e Paz da CNBB
Altamiro Borges – Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
2 – VALORIZAÇÃO DO TRABALHO E FORMAÇÃO NO SUS
Local: Sala 3
Naomar de Almeida Filho – Reitor da UFSB
Maria Helena Machado – Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz
Heider Aurélio Pinto – Secretário de Gestão do Trabalho em Saúde do
Ministério da Saúde – SGETS/MS
3 – DIREITO À SAÚDE: ACESSO COM QUALIDADE E EQUIDADE PARA CUIDAR BEM DAS PESSOAS
Local: Auditório – Principal (Sala 1)
Érica Kokay – Deputada Federal (PT/DF)
Carlos Ferrari – Conselheiro Nacional de Saúde
Emerson Merhy – Professor Titular da UFRJ
4 – DIREITO UNIVERSAL À SAÚDE, FINANCIAMENTO E RELAÇÃO PÚBLICO/PRIVADO
Local: Sala 4
Jurandi Frutuoso – Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde – Conass Ronald Ferreira dos Santos – Conselheiro Nacional de Saúde
Mauro Junqueira – Presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – Conasems
5 – CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO NO SUS
Local: Sala 5
Paulo Gadelha – Presidente da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz
Norberto Rech – Professor da UFSC
Joaquín Molina – Representante da OPAS no Brasil
6 – GESTÃO DO SUS E OS MODELOS DE ATENÇÃO À SAÚDE
Local: Sala 6
Gastão Wagner de Sousa Campos – Presidente da Abrasco
Fausto Pereira dos Santos – Secretário Estadual de Saúde de MG
Lenyr Santos – Secretária de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde
12h – Almoço/Atividades Culturais
14h – GRUPOS DE TRABALHO
I – Direito à Saúde, Garantia de Acesso e Atenção de Qualidade ( salas 1, 8, 9 e 10)
II – Participação social ( salas 2, 11, 12 e 13)
III – Valorização do trabalho e da educação em saúde ( salas 3, 14, 15 e 16)
IV – Financiamento do SUS e Relação Público-Privado (salas 4, 17, 18 e 19 )
V – Gestão do SUS e Modelos de Atenção à Saúde ( salas 5, 20, 21 e22)
VI – Informação, Educação e Política de Comunicação do SUS ( salas 6, 23, 24 e 25)
VII – Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS (salas 7, 26, 27 e 28)
TODAS AS SALAS, TODOS OS GRUPOS: Reformas democráticas e populares do Estado (Eixo Transversal)
19h00 – Jantar / Atividades Culturais

3 DE DEZEMBRO – QUINTA
8h – Grupos de Trabalho
12h – Almoço / Atividades Culturais
14h – Grupos de Trabalho
18h – Abertura da Plenária Final
19h30 – Jantar

4 DE DEZEMBRO – SEXTA
8h30 – Plenária Final
12h – Almoço / Atividades Culturais
14h – Plenária Final
18h – Encerramento da Conferência

Mais informações sobre a bandeira de luta das Saúde Pública no Brasil

O processo de subfinanciamento histórico do Sistema Único de Saúde – SUS teve continuidade em 2014 e será ainda mais grave segundo as projeções de recursos alocados no orçamento federal para 2015 e 2016.

A piora do quadro está no fato de que os baixos valores alocados no orçamento federal para atender a aplicação mínima constitucional não são mais suficientes para cumprir com as despesas compromissadas ou pactuadas com Estados e Municípios nos padrões que já não garantiam plenamente este direito constitucional para a população: uma parte das despesas de 2014 (R$ 3,8 bilhões) foi garantida com recursos do orçamento de 2015; e esta mesma situação se repetirá de 2015 para 2016 (R$ 5,9 bilhões) e de 2016 para 2017 (R$ 16,6 bilhões).

As consequências negativas disto sobre as despesas que representam cerca de 2/3 dos valores da aplicação do Ministério da Saúde em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) refletirão diretamente na população em termos de deterioração da qualidade do atendimento de saúde nas diferentes unidades de serviços existentes no Brasil: assim como ocorreu em 2014 e está ocorrendo em 2015, faltará recursos adequados para atendimento em hospitais, realização de exames, atenção básica nas unidades de saúde, programa saúde da família, farmácia popular, entre outros.

A situação do SUS é dramática. Seu colapso pode afetar as condições e a qualidade da atenção à saúde de 200 milhões de brasileiros. Na prática, o direito social à saúde está ameaçado. Na Constituição de 1988, o movimento da reforma sanitária apostou na:
Universalização, na integralidade e na equidade dos serviços públicos de saúde e na participação popular. Tais pressupostos são fundamentais, em especial o artigo 196 da Constituição (saúde é um dever do Estado, um direito do cidadão).

Porém, são insuficientes para garantir a legitimidade do SUS diante das classes populares e das classes médias. Em 2014, o SUS destinou para todos R$ 1.063 per capita/ano. Comparativamente, os planos privados de saúde, beneficiados por isenções fiscais e empréstimos a juros subsidiados, gastaram o equivalente a R$ 2.818 per capita/ano para sua clientela quatro vezes menor.
Neste quadro, devemos combater a redução de recursos do Ministério da Saúde e apostar na melhoria da qualidade do gasto, definindo prioridades na alocação de recursos, alertando para o fato de que a maior parte dos problemas de gestão decorre exatamente desta falta de recursos – especialmente na área de recursos humanos.

Às vésperas da realização da 15ª Conferência Nacional de Saúde, a unidade da luta institucional, social e popular em defesa do SUS deve conciliar três eixos de ação que podem resolver no curto prazo os efeitos negativos do subfinanciamento do SUS para o atendimento de saúde da população:

Apoiar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 01-A/2015 – que modifica a Emenda Constitucional nº 86/2015 por meio do aumento do valor da aplicação mínima da União em ASPS para 19,2% da Receita Corrente Líquida e rejeitar a prorrogação da DRU (Desvinculação das Receitas da União) para 2023 com alíquota majorada para 30% em tramitação no Congresso Nacional; Defender a criação de uma contribuição sobre as movimentações financeiras (nos moldes da CPMF) e a taxação sobre grandes fortunas como novas fontes exclusivas para o SUS, cujos projetos estão tramitando no Congresso Nacional, de caráter progressivo (quem dispõe de maior capacidade contributiva deve pagar mais) e compartilhada entre a União, os Estados, Distrito Federal e os Municípios; reforma tributária que promova a justiça fiscal; e Cobrar do governo federal a mudança da política econômica de caráter recessivo, com o início imediato de um processo de redução da taxa de juros, por outra política voltada para o crescimento econômico com inclusão social.
fonte da CONTAG

Contag reúne Coletivo Nacional de Formação e Organização Sindical



Teve início hoje (01) e segue até a próxima quinta-feira, 03 de dezembro, em Brasília, a última reunião do Coletivo de Formação e Organização Sindical da Contag em 2015. O evento tem como objetivo avaliar ações nacionais e regionais realizadas ao longo do ano, analisando entre outros pontos, as alterações estatutárias e a criação da CONTAR (Confederação dos Assalariados Rurais), além de discutir o planejamento para 2016, levando em conta  o cenário político vivido no Brasil e o aniversário de 10 anos da ENFOC.

Representado a Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte - Fetarn,  o Secretário de Formação e Organização sindical da entidade, Francisco de Assis, afirmou que "esse foi um ano de desafios constantes, porém tendo a base mobilizada durante todo o tempo, através das assembleias realizadas".
fonte do blog da contag

STTR DE ANGICOS EM PARCERIA COM A CONAB AÇU - BUSCA O MILHO PARA OS AGRICULTORES FAMILIARES

Representante do STTR de Angicos - ALMIR MEDEIROS
na CONAB PEGANDO AS GRUs, 
juntamente com os funcionários da CONAB
Gerente - JOSE ONILDO,
Funcionários: CARLOS IVO E TASSIA

A CONAB abriu venda do MILHO para os agricultores neste mes de Dezembro, e a pedido do STTR de Angicos, foi aberto as venda para o municipio, e a diretoria do sindicato neste dia 01, ja foi buscar os boletos do milho, para que os agricultores peguem um milho mais barato, pois a situação esta difícil para o homem do campo, e clamam por um preço mais barato e assessivel, pois ainda esta alto, e com o preço do milho mais razoável, abaixo do mercado, os agricultores estão tentando escapar seu rebanho, e com muitas esperanças de chuvas e ter um bom inverno, para que o gado não venha a morrer de fone e sede.
De acordo com o Gerente da CONAB AÇU - ONILDO, falou que estamos prontos para ajudar ao homem do campo e estamos com os parceiros envolvidos lutando por um só objetivo, que é fornecer um milho mais barato, e que chova logo, para que venha dias melhores e que o rebanho aumente, e não venha a morrer de sede e de fome.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Chuvas vão chegar mais cedo no RN, diz meteorologista da EMPARN



O meteorologista Gilmar Bristot confirmou que a quadra chuvosa que normalmente é iniciada em fevereiro e março no Rio Grande do Norte será antecipada para a primeira quinzena de dezembro.
 Lá entre os dias 10 a 12 do mês vindouro. E de quebra ainda adiantou que será “o melhor período invernoso dos últimos quatro anos”. 
NOTA DO BLOG: Que deus despeje as suas bençãos sobre as palavras do meteorologista. O nosso povo potiguar está há muito aguardando um bom ano de inverno. 
fonte do blog de angicos news