quarta-feira, 11 de julho de 2018

DESMONTE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS >> Povos do Semiárido denunciam a volta da fome




Uma caravana com cerca de 90 pessoas sairá de Caetés, Pernambuco, no dia 27 de julho e seguirá em dois ônibus para Curitiba, Paraná. A Caravana terá paradas estratégicas em Feira de Santana (BA), Montes Claros (MG) e Guararema (SP), até a chegada ao Paraná, no dia 02 de agosto. Ao todo, serão percorrido mais de 2.900 quilômetros, desde o sertão de Pernambuco até a capital paranaense.
A ideia é cruzar o país para denunciar a iminente volta do Brasil ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Esse retorno ao Mapa da Fomes da FAO se dá devido ao desmonte de políticas públicas sociais que afetam a segurança alimentar dos povos do Semiárido. No percurso de volta, o grupo tem uma parada em Brasília, no dia 05 de agosto, com o objetivo de pautar o tema no Supremo Tribunal Federal (STF).
A redução de pessoas subalimentadas no país é uma conquista recente. Isso porque as ações que contribuíram com a saída do Brasil do Mapa da Fome, no ano de 2014, foram iniciadas com a criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em 2003, aliado à garantia de crédito, acesso à água potável - por meio da implantação de tecnologias como as cisternas de placas – e renda, a exemplo do Bolsa-Família.
Agora, menos de 4 anos depois de o Brasil sair do Mapa da Fome, esse fantasma volta a rondar as populações carentes do campo e da cidade em todo o país. No Semiárido, região marcada historicamente pela miséria e ausência de políticas públicas, a situação se acentua por conta da redução de investimentos nas políticas sociais e de convivência com a região. “A Caravana dos povos do Semiárido contra a fome tem como objetivo chamar atenção da sociedade brasileira sobre os riscos da volta da fome para a população mais pobre do Brasil”, explica o coordenador executivo da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Alexandre Pires.
Fonte: www.asabrasil.org.br
fonte do blog de lajes do cabugi

domingo, 8 de julho de 2018

AGRICULTURA FAMILIAR, CULTURA E RESISTÊNCIA >> Do cultivo em família, as raízes de uma cultura






Ter um pedacinho de terra ainda é um privilégio no Brasil; a conquista, inclusive, pode significar a sobrevivência de uma família ou de uma comunidade. Conforme o Estatuto da Terra, por meio da Reforma Agrária, o Estado brasileiro deve promover a democratização fundiária, melhorando a distribuição da propriedade rural, para atender aos princípios da justiça social e do aumento da produtividade, com o intuito de proporcionar o incremento da produção de alimentos básicos, da geração de ocupação e de renda, do combate à fome e à miséria, da interiorização de serviços públicos básicos, entre outros benefícios.
Nessa perspectiva, se insere a agricultura familiar – atividade econômica desempenhada por trabalhadores rurais, que utilizam predominantemente mão de obra da própria família, desenvolvendo renda familiar originária da produção agrícola. Não vinculado à exploração empresarial do agronegócio, esse segmento agrícola é formado por empreendimentos menores, unidades associativas ou cooperativas, onde agricultores se reúnem para produzir alimentos básicos ou produtos agropecuários, como os laticínios.

MDS: Revisão dos benefícios do INSS resultou em economia de R$ 9,6 bilhões





Imagem: Ilutração
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) informou que, desde o início da revisão dos auxílios-doença e das aposentadorias por invalidez, em agosto de 2016, já foram feitas 764 mil perícias, resultando em economia de R$ 9,6 bilhões.

Segundo o ministério, ao todo, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) revisou 404 mil auxílios-doença e anulou 78% deles, além de 359 mil aposentadorias por invalidez com 108 mil cancelamentos.
A notícia é ressaltada através do portal da Agência Brasil EBC.
Em quatro meses, o Governo Federal fez mais de 500 mil perícias médicas nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez pelo Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade.
Ao todo, a União vai revisar 552 mil auxílios-doença e um milhão de aposentadorias por invalidez até o final de 2018 e espera economizar até o fim do ano R$ 15,7 bilhões.
fonte do blog de pauta aberta

terça-feira, 3 de julho de 2018

O papel das Políticas Públicas no desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário







FOTO: Comunicação CONTAG- César Ramos


Mais de 40 dirigentes e assessores sindicais participam até quinta-feira (05), no Centro de Estudo Sindical da CONTAG – CESIR, do Coletivo de Políticas Sociais da CONTAG, que tem como tema: “O papel das Políticas Públicas no desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário”. Uma oportunidade para analisar o atual cenário de retrocesso político que passa o Brasil, marcado pela truculência e exclusão de direitos nas áreas da Saúde e da Educação do Campo; da Previdência Social Rural; e da Proteção Infanto-juvenil.

“Compreendemos a luta ideológica e social que estamos travando no Brasil. Enquanto Coletivo de Políticas Sociais entendemos que todas as conquistas para o campo só foram e serão mantidas e alcançadas mediante nossa luta contínua pela garantia de investimentos públicos e justiça social às mulheres e homens do campo. Seguiremos em mobilização com a nossa base realizando grandes ações em defesa do nosso Projeto Político”, destacou a secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues, na abertura política do Coletivo que aconteceu na terça-feira (03 de julho).



ANÁLISE DE CONJUNTURA
Em uma breve análise de conjuntura, o presidente da CONTAG, Aristides Santos, pontuou: a eleição do primeiro presidente de esquerda do México, López Obrador; repudiou a forma como a pré-candidata do PCdoB, Manuela d’Ávilla (PCdoB-RS) foi atacada de forma machista durante a entrevista ao Roda Viva; denunciou a aprovação do Projeto de Lei 4576/16, que proíbe a comercialização de alimentos orgânicos em supermercados, mercearias, varejões e sacolões; destacou que o Sistema CONTAG deve se empenhar para eleger um Congresso Nacional que esteja alinhado com a pauta da Agricultura Familiar; denunciou a fragilidade do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje subordinado a uma decisão de um juiz de primeira instância que troca a lógica jurídica por uma particular convicção política, se referindo a prisão do ex-presidente Lula; abordou a constitucionalidade da Contribuição Sindical; e encerrou sua fala convidando todas e todas a combater a criminalização dos Movimentos Sociais e a lutar pela retomada da democracia no Brasil.



Também contribuíram com a mesa de abertura política do Coletivo, o vice-presidente e secretário de Relações Internacionais da CONTAG, Alberto Ercílio Broch, os secretários(as) de Finanças e Administração, Juraci Souto, de Formação e Organização Sindical, Carlo Augusto Silva (Guto); Secretaria Geral, Thaisa Daiane Silva; de Meio Ambiente, Rosmari Malheiros; e de Terceira Idade, Josefa Rita da Silva (Zefinha).



PROGRAMAÇÃO
Na pauta dos três dias, entram em debate: EDUCAÇÃO DO CAMPO (Escolas Famílias Agrícolas; Ações contra o fechamento de Escolas do Campo; Educação na Reforma Agrária –PRONERA e Licenciamento em Educação do Campo; Fortalecimento da Rede MSTTR de Educação do Campo; Estratégia de Implementação de Ações de Estudos do Campo no MSTTR; Construção da Cartilha: Educação do Campo e Agricultura Familiar; e Avaliação do encontro dos 20 anos do Pronera e da Educação do Campo. SAÚDE DO CAMPO (Debate sobre hanseníase, sintomas e tratamento; Plano de Trabalho e Acordo de Cooperação entre a CONTAG e o Ministério da Saúde; SUSTENTABILIDADE POLÍTICO-FINANCEIRA DO MSTTR (INSS Digital e CNIS Rural); PREVIDÊNCIA SOCIAL RURAL (Reforma da Previdência Rural); e PROTEÇÃO INFANTO-JUVENIL (Conferência Nacional do Direito da Criança e do Adolescente).





FONTE: Comunicação CONTAG

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Governo Temer já cortou esse ano aproximadamente R$ 5,1 bilhões do orçamento para a Agricultura familiar







FOTO: Comunicação CONTAG- Fabrício Martins


Para atender as reivindicações da greve dos caminhoneiros, o governo apresentou a Medida Provisória 839/2018 que reduziu R$ 0,46 (quarenta e seis centavos) no preço do diesel pelo prazo de 60 dias. O custo disso foi o corte drástico no orçamento no valor de R$ 9,5 bilhões. Enquanto o Congresso Nacional não analisa essa medida provisória, ela está em vigor.

O orçamento público é sempre objeto de disputa pelos setores da sociedade. A escolha do governo indica quais deles serão incluídos no orçamento e quais políticas públicas serão priorizadas para lhes atender.

Apoiamos a greve, mas discordamos que, para atender o setor, o Governo Temer penalize as políticas sociais, as ações que atendem a maioria da população e, principalmente, as políticas públicas destinadas à Agricultura Familiar. Em vez disso, poderia cortar privilégios do capital rentista reduzindo o pagamento dos juros da dívida, taxar as grandes fortunas e cobras as dívidas dos grandes devedores da União, por exemplo. Com esta MP perdemos R$ 366,8 milhões.

Entre a aprovação da LOA 2018 e o valor atual disponível para cada ação, o governo já havia cortado R$ 78,3 milhões da obtenção de terras e organização da estrutura fundiária; R$ 10,9 milhões das obras e equipamentos para oferta de água; R$ 9,1 milhões do controle e fiscalização ambiental; R$ 29,8 milhões da promoção da igualdade e enfrentamento à violência contra a mulher; R$ 1,8 milhão do Pronera; R$ 42,8 milhões do saneamento rural e R$ 210,0 milhões do PAA. Isso já representou um corte de R$ 382,9 milhões mesmo antes da edição da MP 839/2018.

Em relação aos quatro principais programas para a Agricultura Familiar (Fortalecimento e Dinamização da Agricultura Familiar; Desenvolvimento Regional e Territorial; Reforma Agrária e Governança Fundiária; Segurança Alimentar e Nutricional), comparando os orçamentos 2017/2018, o governo Temer já havia retirado R$ 4,35 bilhões.

Impactos da MP 839/2018 no Orçamento - Políticas para a Agricultura Familiar




FONTE: Diretoria da CONTAG

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Comunicação Sindical e Popular é pauta da Região Nordeste








No caminhar por uma Comunicação Sindical que melhor represente os trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares, a CONTAG realiza até agosto de 2018 o seus Encontros Regionais de Educação Popular e Tecnologias da Informação.



Com cerca de 50 participantes de oito dos nove estados que fazem a região (Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte),a primeira Região a fazer o debate e a reflexão é o Nordeste, que dos dias 13 a 15 de junho, em João Pessoa –PB, discute o Papel da Comunicação Sindical na disputa política e de sociedade no Nordeste, revisitar a Política Nacional de Comunicação da CONTAG com um olhar para as especificidades da região Nordeste e aprofundarmos os próximos passos da Rede de Comunicadores e Comunicadoras Populares da CONTAG a região.



Entre os(as) colaboradores(as), temos o coordenador do Intervozes, Marcos Urupá, a jornalista do portal WSCOM, Zezé Bechade, o professor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Roberto Faustino e o professor de doutorado em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Luiz Custódio.



Vale ressaltar que também estiveram presentes, contribuindo com os debates, o presidente da CONTAG, Aristides Santos, a secretária de Meio Ambiente, Rosmari Malheiros, a secretária de Jovens, Mônica Bufon, o coordenador da Regional Nordeste, José Wilson Gonçalves, e o presidente da Federação da Paraíba, Liberalino.



Entre os participantes, a expectativa de uma comunicação mais humana, cidadã, que respeite a cultura, os saberes, sabores e a identidade do povo nordestino. Pois como bem cita o poeta nordestino, Merlânio Maia - em “DIALETO NORDESTINÊ:

"Quem já foi no meu Sertão
E ouviu um falar maneiro
Viu de perto o dialeto
Nordestinês verdadeiro
A fala é canto e beleza
E imprime em nós a grandeza
Para além de certo e errado
Falamos nordestinês
E eu vou mostrar pra vocês
Cada significado




ANTONCE lá é então
Competente é ARROMBADO
“MÓI DE GENTE” multidão
Lá festa é TARRABUFADO
Confusão REBUCETÊI
“Dê a volta” é ARRUDÊI
Cabeça é CÔCO e CAXAÇO
E o poderoso é GRAÚDO
ESTRIBADO É dinheirudo
E DINHEIRUDO é ricaço



“AVIA, PESTE!” é vai logo!
LISO é cabra sem tostão
Coisa ruim lá é AGÔRO
E AZÁ é confusão
Povo fêi é TRIBUFÚ
CATREVAGE, CAFUÇÚ,
Banco lá é TAMBORETE
Mal-estar é FARNIZIM
E caquiado é PANTIM
PANTIM, manha e cacoete!




TOITIÇO lá é CANGOTE
E CANGOTE lá é nuca
Jarra d’água lá é POTE
TITELA lá é CAVUCA
Os olhos lá se diz ZÓIO
Quantidade lá é MÓIO
Lá XODÓ se diz XAMEGO
XAMEGO lá é namoro
Petulância é DISAFÔRO
PEDIR PINICO é arrego




OXENTE é OXENTE, OXENTE!
OXI é o seu diminutivo
É interjeição potente
TUBIBA é moleque ativo
PRESEPADA é MUNGANGAGE
SAFADAGE e VADIAGE
DAR NO PIRA é ir-se embora
Lá quem DEU FÉ viu e olhou
Quem INCAICÔ apertou
Se ESCAFEDEU, deu o fora



Se BATEU A SIPITICA
FINÔ-SE, FOI DE PÉJUNTO
BATEU PREXECA e XAMPRÔ
Tudo refere a defunto
Menino lá é BOCHUDO
Adolescente é TALUDO
MUÍDO é reclamação
FUXICO É CURRIXIADO
O feio é DESCONCERTADO
Sogra é a IMAGE DO CÃO


Gravidez lá é AMOJO
RAME-RAME indecisão
COTÔCO lá é pedaço
PIPOCO ali é EXPLOSÃO
Lá não tem Gay, lá tem FRESCO
TRUÇÚI é cabra grotesco
TRIATO é BUTÁ BUNECO
BUTÁ BUNECO é escândalo
QUEBRA-PAU por lá é Vândalo
BUDEGA é Bar e Boteco


CHAMBOQUE é tirar pedaço
INTURIDO é entalado
GALALAU é gente alta
MUNDIÇA é mal educado
CANGAIÁ é cornear
SOCAR lá é enfiar
Lá CACHETE é comprimido
SIRICUTICO é desmaio
Conversa longa é EMPAIO
SOBEJO é resto comido


ENCAFIFADO é intrigado
CANGUÊRO é mal motorista
BAFO DE ONÇA, mau hálito
DAR NO PAU, pagar à vista
DE VENETA é inconstante
INFITETE é meliante
MARRA DE HOMI, homem forte
CURIÁ, ATUCAIÁ
E ATUCAIÁ é espiar
CAIPORA é cabra sem sorte


CAIXA PREGO é bem distante
Lá PEITICA é insistência
VÉA CORÓCA é idosa
Sem nada de paciência
FUÁ é cabelo armado
Lá FOLOTE é afrouxado
ATARENTADO é perdido
ESBAFORIDA é cansada
PORRETA é gente ARRETADA
E ISPIXADO é bem comprido


SEBOSO é sujo e nojento
FUBENTO é cor desbotada
BOCADO é MÓI e é muito
GAIATO é gente engraçada
PINOTE é pulo e é salto
MANÉ BESTA é leso e incauto
Lá Topada é TRUPICÃO
MIXURUCA é sem valor
GALO VÉI conquistador
E VISAGE assombração


DÁ BILÔRA e PASSAMENTO
PUZUMENO, CARITÓ,
RISPOSTÔ, DIZINXABIDO,
CAXEXÊRA, MATRICÓ,
CUM ROSCÓFE E PECENÊIS
E eu passaria um mês
Só pra dar a dimensão
De um dialeto à altura
Orgulho em nossa cultura
Nossa língua é bela e pura
Pura NORDESTINAÇÃO!”


CALENDÁRIO DOS ENCONTROS REGIONAIS
Veja o calendário dos próximos encontros regionais:
• Regional Nordeste - 13 a 15 de junho, em João Pessoa-PB.
50 participantes, 5 por Federação, mais a CONTAG.

• Regional Sudeste - 17 a 19 de julho, em Guarapari-ES.
37 participantes, 8 por Federação, mais a CONTAG.

• Regional Norte - 07 a 09 de agosto, em Belém-PA.
40 participantes, 5 por Federação, mais CONTAG.

• Regional Sul - 14 a 16 de agosto, em São José-SC.
29 participantes, 8 por Federação, mais a CONTAG.

• Regional Centro-Oeste - 21 a 23 de agosto, Cesir-Brasília.
33 participantes, 7 por Federação, mais a CONTAG.
FONTE: Comunicação CONTAG- Barack Fernandes e Verônica Tozzi

terça-feira, 12 de junho de 2018

Mesa de debate incentiva participação de trabalhadores rurais em espaços políticos







FOTO: Rafael Nascimento




O Encontro Nacional de 20 anos da Educação do Campo e Pronera abriu, na tarde desta terça-feira, espaço para a análise e discussão do panorama político atual. A secretária de Políticas Sociais da Contag, Edjane Rodrigues, e o representante do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), José Antônio Morone, deram destaque à necessidade imperativa de que os movimentos sociais e sindicais ocupem o espaço político nas eleições deste ano.

Segundo eles, as atuais elites não podem dar continuidade ao processo de desmoronamento da democracia iniciado após o golpe parlamentar de Michel Temer. “Só com uma nova representatividade no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais é que vamos incorporar esta luta e tornar nosso povo, nossa causa mais fortes”, assegurou a dirigente da Contag.



De acordo com Edjane Rodrigues, o momento atual é complexo e exige uma estratégia bem articulada, pois o atual plano de governo visa continuar a retirar direitos conquistados. Exemplo disso é a redução drástica no orçamento do Pronera, que em 2016 era de R$ 32 milhões e passou para R$ 3 milhões em 2018. “Como garantir acesso educação do campo, se não há recurso? Não teremos um futuro adequado no campo se não tivermos acesso aos direitos de maneira ampla e irrestrita”, disse.

Este e outros cortes nos orçamentos destinados ao desenvolvimento das políticas públicas para a educação do campo foram também abordados por José Antônio Morone. Na visão do representante do Inesc todo o poder se concentra nas elites políticas e jurídicas, que colocam o povo numa “camisa de força”. Na opinião dele, poucos foram os momentos em que o povo teve condições de sentar à mesa para negociar com igualdade. “Com o golpe, voltamos alguns degraus e é preciso reassumir o antigo posto, de protagonistas”, indicou.

As bases do Pronera

Em outra roda de diálogos, o assessor de Políticas Sociais da Contag, Antônio Lacerda, juntamente com representantes do Incra e de universidades traçaram o histórico do Pronera e a importância dele para o desenvolvimento rural. “Este é o tripé de sustentação do programa. Sem nós, do movimento sindical, com a nossa experiência, o Pronera seria inviável. Assim como seria muito difícil acontecer se não fosse os investimentos do poder público e do planejamento e execução dos cursos nos institutos federais e estaduais”, valoriza.

Nunca antes na história desse país...

Foi divulgado hoje que esta edição do Encontro Nacional da Educação do Campo e Pronera é o maior em número de participantes de toda a história. Segundo a organização, foram contabilizadas até o momento 1 mil participantes de todas as regiões do país. “Estamos aqui não só para comemorar os 20 anos da educação do campo, mas para abrir o novo ciclo de 40 anos”, celebrou Clarice dos Santos, representante do Fórum Nacional de Educação do Campo (Fonec).

FONTE: Comunicação CONTAG - Rafael Nascimento

BNB: Mais de 200 mil produtores rurais são beneficiados com regularização de dívidas





Imagem: Ilustração
Mais de 200 mil produtores rurais em todo o Nordeste e norte do ES e MG foram beneficiados com a regularização de 251,3 mil operações de crédito rural em atraso.

Com o resultado apresentado em maio, o montante repactuado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) por meio dos benefícios permitidos pelas Leis nº 13.340 e nº 13.606 superou R$ 9,2 bilhões.
Pelas leis de regularização de dívidas, operações de crédito em atraso contratadas até 2011 podem ter descontos que chegam a 95%, em casos de liquidação, e abatimentos de até 80%, se a escolha for pela repactuação.
Já as operações contratadas até 2016 podem ser prorrogadas, com prazo final para pagamento em 2030.
Segundo informação da assessoria de imprensa da instituição financeira, parte dos produtores atendidos pelo BNB optou por repactuar suas dívidas.
Foram 106,5 mil operações renegociadas perante 144,8 mil liquidadas, aquelas em que se decide pelo pagamento do saldo devedor.
A campanha de mobilização, que permanece intensa em toda área de atuação do Banco, inclui agências itinerantes, com visitas de campo de agentes de desenvolvimento, e eventos em parceria com sindicatos, associações, cooperativas, federações e confederações de produtores rurais.
A divulgação dos benefícios também engloba anúncios em veículos de circulação regional e local e contato com clientes por meio da Central de Relacionamento do BNB.
A estimativa é que as leis de renegociação de dívidas já tenham beneficiado cerca de um milhão de pessoas no total.
Quem deseja mais informações sobre as condições de renegociação ou liquidação de dívidas com a instituição pode procurar uma unidade da rede de agências do BNB ou ligar para o número 0800 728 3030.
fonte do blog de pauta aberta

terça-feira, 5 de junho de 2018

CONTAG reafirma o seu compromisso com o Meio Ambiente







FOTO: Arte: Fabrício Martins



O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972, durante a Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, com o objetivo principal de chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais que, até então, eram considerados por muitos inesgotáveis. A data de 5 de junho foi escolhida para coincidir com o dia da realização desta conferência.

Até hoje, existe uma grande preocupação em torno do meio ambiente e dos impactos negativos com o mau uso dos recursos naturais pelas pessoas em todo o mundo, tendo como principal consequência o aquecimento global nos últimos anos.

Nesse sentido, é necessário que os governantes façam uma revisão dos principais pontos que exercem maior influência na sobrevivência de diversas espécies e que os impactos sejam diminuídos, especialmente por causa de determinadas ações como o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo.

Segundo a secretária de Meio Ambiente da CONTAG, Rosmari Malheiros, o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) defende que a discussão sobre a temática ambiental vá além das mudanças da legislação vigente. “É necessário implantar um novo conjunto de políticas públicas para enfrentar os desafios impostos ao campo e à agricultura familiar, principalmente os que requerem ações articuladas, que interfiram efetivamente nos espaços de diálogo e de construção de políticas de fortalecimento da agricultura familiar, voltadas à soberania e segurança alimentar. A agricultura familiar sempre defendeu a produção de alimentos em equilíbrio com o meio ambiente, de forma sustentável, preservando as nossas riquezas naturais”.

Cuide do meio ambiente, do nosso planeta, dos nossos bens naturais!
FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

PRORROGAÇÃO >> Novo prazo para inscrição no CAR vai até 31 de dezembro



De acordo com a secretaria, até o fim de maio o estado tinha 60.687 imóveis inscritos, o que representava 82% do total.


Das propriedades registradas, 39.482 têm até quatro módulos fiscais, o que as enquadra como de pequeno porte.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

PRESIDENTE DO STTR DE ANGICOS, PARTICIPA DE REUNIAO DA ASA POTIGUAR

Nesta Segunda Feira, foi realizado uma reunião da ASA POTIGUAR, na sede do STTR de ANGICOS/RN, para discutir varias politicas publicas do semi árido brasileiro.
E quem esteve presente nesta reunião para discutir foi o PRESIDENTE DO STTR DE ANGICOS, IVANALDO ROGERIO, onde ajudar no debate, e deixou bem claro pode contar com esse sindicato para lutar pelos agricultores e agricultoras familiares.

PUBLICO PRESENTE NO EVENTO

PUBLICO PRESENTE NO EVENTO

quinta-feira, 17 de maio de 2018

CONTAG apresenta demandas da agricultura familiar para Casa Civil







FOTO: Lívia Barreto



Para garantir a execução e criação de políticas públicas que garantam direitos e melhorem a qualidade de vida de milhões de agricultores e agricultoras familiares de todo o Brasil, representantes da CONTAG reuniram-se hoje (17) com o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e entregaram pauta com nove temas centrais: a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário; Reforma Agrária; Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER); Habitação Rural; o aumento de recursos para o Pronaf para o Plano Safra 2018/2019; a negociação de dívidas da agricultura familiar; luta contra os agrotóxicos; Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e INSS Digital.
Representaram a CONTAG o vice-presidente e secretário de Relações Internacionais, Alberto Broch, o secretário de Política Agrícola, Antoninho Rovaris, a secretária de Terceira Idade, Josefa Rita da Silva, e a Secretária de Jovens, Mônica Bufon Augusto. Estiveram presentes também o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS), Carlos Joel da Silva, além da senadora Ana Amélia (PP-RS).

“A CONTAG pautou firmemente o governo federal e cobrou respostas a essas demandas”, afirmou Alberto Broch, que destacou para Eliseu Padilha a importância das questões sobre a Reforma Agrária, assim como das Políticas Agrícolas e Sociais que vão garantir renda e condições adequadas de vida aos trabalhadores(as) rurais. “Na reunião de hoje Padilha apenas nos ouviu com muita atenção e agendou outra reunião para a próxima terça-feira (dia 22 de maio) para aprofundarmos a discussão da pauta e encaminharmos com outros ministérios”, explicou Broch. Também ficou acertada uma reunião para a próxima segunda-feira (dia 21 de maio) com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) sobre o INSS Digital.

Para a secretária de Jovens da CONTAG, Mônica Bufon, é preciso mostrar para o governo que o Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (MSTTR) está pronto para defender os direitos de sua base em qualquer circunstância. “Além disso, sabemos que lutar por Reforma Agrária, ATER, PAA, INSS Digital e outras políticas públicas é também lutar pela juventude rural, pois, sem condições de produção e geração e renda, os(as) jovens não ficam na terra”, argumenta a dirigente.

A secretária de Terceira Idade, Josefa Rita da Silva, concorda e acrescenta: “Precisamos mostrar para este governo que os trabalhadores e trabalhadoras rurais estão vivos e muito alerta para seus direitos. Não vamos aceitar calados a retirada de direitos e o desmonte das políticas públicas, para deixar as pessoas do meio rural na miséria”, reforça Josefa.

O secretário de Política Agrícola da CONTAG, Antoninho Rovaris, acredita que a próxima reunião, que contará com a presença de representantes de outras federações, poderá apresentar encaminhamentos efetivos. “Hoje o ministro Padilha demonstrou desconhecer nossa pauta, mesmo que ela tenha sido entregue no dia 3 de abril. Ainda assim nos ouviu atentamente e vai dar continuidade às negociações”, avaliou Rovaris.

Grito de Alerta no Rio Grande do Sul

O presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva, destacou que sua presença na reunião de hoje com o Ministro da Casa Civil foi compreendida como parte do processo de mobilização que reúne hoje mais de oito mil pessoas em caminhada na região de fronteira do estado, entre o município de Entre Ijuís e o município de Santo Ângelo. Trata-se do segundo dia do 8º Grito de Alerta, ação realizada anualmente no Rio Grande do Sul. Neste ano, a mobilização tem como objetivo alertar os governos estadual e federal sobre as demandas da agricultura familiar e também sobre questões do País - como corrupção e foro privilegiado - que têm reflexo também nos direitos dos(as) trabalhadores(as) rurais.

“É preciso pressionar para garantir políticas para geração de renda para os trabalhadores rurais, que têm altos custos com diesel, energia elétrica, insumos, mas não têm a garantia de preço final satisfatório. Precisamos melhorar políticas e programas para a agricultura familiar, que hoje ainda têm muitas travas e problemas”, afirmou Carlos Joel da Silva.

Crédito Produtivo Orientado e FGRCRural

Hoje (17) pela manhã também foi realizada outra reunião importante para a agricultura familiar. A Secretaria de Política Agrícola da CONTAG reuniu-se com representantes da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário da Casa Civil (Sead), Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Ministério da Integração e Ministério da Fazenda.

A pauta foram a operacionalização do Crédito Produtivo Orientado de Investimento (Pronaf Produtivo Orientado) e o Fundo Garantidor de Risco de Crédito de Operações de Financiamento de Investimento Rural (FGRCRural).

Dentre os diversos pontos discutidos sobre os dois temas, foram alcançados os seguintes encaminhamentos:

- No dia 14 de junho, durante o Fórum do Crédito, Seguro e PGPAF, o BNDES apresentará experiências exitosas de fundos garantidores. A partir disso, será formado um grupo de trabalho para elaborar proposta de metodologia para implementar o Fundo Garantidor de Risco de Crédito de Operações de Financiamento de Investimento Rural (FGRCRural).

- A Sead garantiu que os juros do Pronaf Produtivo Orientado serão reduzidos de 4,5% para 2,5% ao ano já no Plano Safra 2018/2019.

- Em resposta à demanda da CONTAG pela ampliação do teto de financiamento e da remuneração pelos serviços de ATER, foi encaminhado que os trabalhos serão iniciados com os atuais valores.

- Custeio associado ao Pronaf Produtivo Orientado: questão sanada porque a regra atual permite que até 35% do financiamento do investimento seja destinado ao custeio de atividade produtiva associada ao projeto.

- A CONTAG vai elaborar proposta de monitoramento de avaliação dos resultados dos projetos pilotos, que depois será construída também com o governo.

- Somente as instituições credenciadas no sistema de Gerenciamento e Avaliação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) poderão operar o Pronaf Produtivo Orientado.

- Amanhã (18 de maio), a CONTAG e a gerência de Formação da Anater se reunirão para discutir metodologias e encaminhamentos para a realização de capacitações de multiplicadores do Pronaf Produtivo Orientado.

“A expectativa é iniciar a contratação por meio de projetos piloto estaduais como forma de avaliar os normativos vigentes, as metodologias de ATER e os impactos efetivos e positivos nas vidas das famílias, como geração e apropriação de renda. Essa avaliação vai permitir o aperfeiçoamento do programa no futuro, principalmente no que diz respeito à forma de prestação de serviço de ATER aos agricultores(as) familiares”, afirma Antoninho Rovaris.

O secretário de Política Agrícola da CONTAG informa que esta foi a primeira de uma série de reuniões de trabalho para efetivar a operacionalização do Pronaf Produtivo Orientado nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste.


FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Lívia Barreto

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Curso nacional debate a política de comunicação do MSTTR e a criação de rede de comunicadores populares







FOTO: César Ramos




Dirigentes sindicais, profissionais de comunicação das Federações, educadores populares: a diversidade do público é uma das riquezas do Curso Nacional de Educação Popular em Tecnologias da Informação e Comunicação, que acontece em Brasília nesta semana – de 15 a 17 de maio. São mais de 70 pessoas que tem como um dos principais objetivos analisar e debater a importância da comunicação para o fortalecimento da luta sindical e, dessa maneira, contribuir para a atualização da Política Nacional de Comunicação do Movimento Sindical dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares. Outra pauta importante deste curso é a construção de uma rede de comunicadores populares, a exemplo da rede de educadores(as) populares da Escola Nacional de Formação da CONTAG (Enfoc).



A programação do curso incluiu palestras e conversas de especialistas como o presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, a jornalista da Repórter Brasil Ana Magalhães e a representante do coletivo de comunicação Intervozes, Bia Barbosa. Eles trouxeram panorama da comunicação sindical e também a importância da comunicação popular se contrapor às narrativas da mídia comercial que apoia o golpe, o agronegócio e a agenda de retrocessos políticos e sociais impostos pela elite brasileira que se baseia na desigualdade e da pobreza.

Oportunidade para avanço



Para a secretária Geral da Federação dos Trabalhadores(as) Rurais do Estado de Sergipe (FETASE), Cleide Matias de Jesus, o curso veio em um momento muito bom, pois a federação sente a falta de um processo de comunicação consolidado no estado. “Temos um site e grupos no whatsapp, mas não temos divulgado com eficiência nossas ações e nossas conquistas. A partir das discussões realizadas aqui, vamos levar a questão da comunicação para a diretoria e buscar meios para avançar”, afirmou a dirigente.

O educador popular Otávio Cazuza, do município de Pindobaçu (BA), afirmou que o curso é uma grande oportunidade de receber informações que, de acordo com ele, não chegam com clareza na base, além de ter contato com especialistas e companheiros(as) que não vão até a base. Para Cazuza, a rede de educadores(as) populares entende a importância da comunicação para a formação e multiplicação de conhecimento entre os(as) trabalhadores(as) rurais. “Inclusive no último Encontro de Formação da Bahia foi dedicado espaço para a discussão da comunicação, que foi muito interessante”, lembrou o educador.

Exemplo prático


Viviana Ramos, à esquerda, em trabalho de grupo. Foto Lívia Barreto

A assessora de comunicação da Federação dos(as) Trabalhadores(as) Rurais do Estado de Santa Catarina (FETAESC), Viviana Ramos, acredita que um ponto forte do curso é a troca de conhecimentos e experiências entre os(as) representantes dos estados. “É possível perceber que temos desafios semelhantes em todo o País, apesar das diferenças regionais, e todos(as) queremos que a comunicação seja valorizada, pois pode realmente fazer a diferença na luta”, afirma a jornalista, que deu exemplo concreto do poder da comunicação:

“Fiz uma matéria contando a história de uma agricultora que criou a primeira agroindústria de aipim do município de Ituporanga, como resultado do Curso de Mulheres Empreendedoras realizado pela FETAESC. A agroindústria hoje é o principal meio de renda da família e manteve os dois filhos dela no campo, promovendo não apenas o empreendedorismo feminino como também a sucessão rural. Essa história já foi capa em jornal de Santa Catarina, matéria em diversas rádios e blogs, com potencial de ir para a televisão. Isso aumenta a visibilidade da agricultura familiar e do trabalho da federação”, conta Viviana Ramos.

Investimento para o debate de ideias



O curso conta também com a presença de um presidente de federação, Júlio César Mendel, da Federação dos Trabalhadores(as) Rurais do Estado do Espírito Santo (FETAES). Para ele, o evento é importante para a sensibilização dos dirigentes sindicais para o fato que comunicação não é gasto, mas investimento. “Em nosso estado fazemos encontro anuais de comunicação, pois acreditamos que é através da comunicação que chegamos até a base, apresentando nossas bandeiras de luta e também informações que dão a base para as discussões e para a luta”, disse o presidente da FETAES.

A assessora de comunicação da Federação dos Trabalhadores(as) Rurais do Estado de Rondônia (FETAGRO), Luciane Machado, acredita que o curso é importante e necessário pois, para ela, a comunicação tem sido colocada como pauta central no MSTTR - a exemplo das discussões no 12º Congresso Nacional dos Trabalhadores(as) Rurais – mas, na prática, o tema ainda não alcança a base. “Aqui estão presentes não apenas nós jornalistas, que executamos o trabalho de comunicação, mas também dirigentes que são quem decidem politicamente. A presença de educadores(as) populares também é importante para o debate de como construir uma rede forte de comunicadores(as) que vão ampliar o alcance de nossa mensagem”, afirma.

O assessor de comunicação da Federação de Trabalhadores(as) Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (FETRAECE), Janes P. Souza, também acredita na força de uma rede de comunicadores(as). “Se trabalharmos separadamente, seremos engolidos pela mídia tradicional. Mas se trabalhadores(as) e dirigentes se compreenderem como parte de uma rede, como já acontece com a rede da Enfoc, teremos uma oportunidade gigantesca para contrapor os argumentos dos grandes meios de comunicação”, argumenta Janes.

FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Lívia Barreto

terça-feira, 15 de maio de 2018

EDUCAÇÃO POPULAR EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO







FOTO: Comunicação CONTAG- César Ramos


Assista AQUI a abertura política do CURSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO POPULAR EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

E também o Painel: Papel da Comunicação Sindical na disputa política do Brasil. Com as jornalistas: Ana Magalhães – Repórter Brasil; Bia Barbosa – Intervozes; e coordenação de mesa do presidente da CONTAG, Aristides Santos. Clique AQUI

O Curso tem como objetivos discutir o papel da Comunicação Sindical na disputa de narrativa com os grandes meios de Comunicação do Brasil; revisitar a Política de Comunicação da CONTAG; e criar a Rede dos Comunicadores e Comunicadoras Populares.

PROGRAMAÇÃO
Na programação dos três dias, os(as) cerca de 81 participantes, entre dirigentes sindicais, Assessorias de Comunicação das Federações e educadores(as) populares da Rede ENFOC, terão a oportunidade de acompanhar:

Terça-feira (15)- Após a abertura política com a Direção da CONTAG, segue o Painel: Papel da Comunicação Sindical na disputa política do Brasil, com as jornalistas: Ana Magalhães da Repórter Brasil; Bia Barbosa da Intervozes e a coordenação de mesa do presidente da CONTAG Aristides Santos.

A tarde tem início a revisita da Política de Comunicação do sistema CONTAG, com o Painel: Comunicação Sindical, que será apresentado por Altamiro Borges – presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”.

Quarta-feira (16)- Prosa coletiva sobre os caminhos para fortalecer e avançar a Política de Comunicação do Sistema CONTAG, também com Altamiro Borges e os jornalistas do setor de Comunicação da CONTAG Barack Fernandes e Verônica Tozzi.

Quinta-feira (17)- Conversa sobre a Comunicação Popular em Rede, com Tatiana Lima do Núcleo Piratininga de Comunicação. A tarde do último dia terá apresentação da experiência da Rede de Educadores(as) Populares da ENFOC.

Ao final do Curso/Coletivo, está proposta a criação de uma Rede de Comunicadores e Comunicadoras Populares do sistema CONTAG.

“Todos os caminhos que estamos seguindo no nosso CURSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO POPULAR EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ou Coletivo de Comunicação da CONTAG foram apontados pelo 12º Congresso da nossa organização. Assim, acreditamos que será uma boa reflexão no debate sobre o papel da Comunicação Sindical, na perspectiva de fortalecer as nossas relações internas e externas implementarmos nossas bandeiras de luta”, ressalta o presidente da CONTAG Aristides Santos.

Aristides, ainda destaca que nesse caminho de fortalecimento da Política de Comunicação, a CONTAG passou a integrar a Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e também a Diretoria do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”.

A expectativa da CONTAG é que após o Curso Nacional as discussões continuem em um itinerário que contemplará as 5 regiões do Brasil (NORDESTE, NORTE, CENTRO-OESTE, SUL e SUDESTE).

FONTE: Comunicação CONTAG

Pico do Cabugi receberá Ecoposto do Idema







A equipe do Insituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – IDEMA esteve nessa quinta-feira,10/05, em visita técnica ao Pico do Cabugi, na região central do estado. Na ocasião foi feito o reconhecimento da área que receberá, em breve, um Ecoposto do Idema, espaço físico que vai oferecer melhor estrutura e segurança para os visitantes do local. O diretor geral do IDEMA, Rondinelle Oliveira, integrou a equipe em visita e destacou as potencialidades turísticas da região.

“O Pico do Cabugi é um cartão postal do nosso estado e essa é uma região de grande potencial turístico. Vamos investir para estruturar o Parque Ecológico Pico do Cabugy e ampliar o turismo da região, de forma sustentável e com responsabilidade ambiental”, ressaltou.

Participaram também da visita técnica ao Pico do Cabugi, o Secretário de Estado do Turismo, Manuel Neto Gaspar Junior, a Supervisora do Núcleo de Unidades de Conservação (NUC), Isalúcia Cavalcante, a bióloga e gestora do Parque Estadual Mata da Pipa (PEMP), Mariana Gondim, e coordenadora do Grupo Auxiliar de Administração geral do IDEMA, Keila Moreira.

O vulcão adormecido faz parte do Parque Ecológico Pico do Cabugy. Localizado na região central do estado, no município de Angicos, o parque possui 2.164 hectares e tem o objetivo de proteger um dos raros remanescentes da atividade vulcânica do território nacional, além de conservar uma porção do bioma caatinga e estimular a atividade turística local sem comprometer o meio ambiente. O Pico do Cabugi é uma formação geológica que se eleva a 590 metros de altitude e apresenta uma diversidade significativa de atrativos naturais para o turismo ecológico e de aventura.

fonte do blog de robson cabugi